A luxuosa mansão na ilha particular tinha três andares.
Ivânia ficou em um quarto de hóspedes no segundo andar, um cômodo de mais de cem metros quadrados, completo com quarto, sala de estar e banheiro. A roupa de cama era nova.
Ivânia tomou um banho, secou o cabelo e foi para a cama descansar.
Ela não tinha problemas para dormir em camas estranhas e seu sono era de boa qualidade, então adormeceu rapidamente. Enquanto dormia profundamente, a porta de seu quarto foi subitamente batida, um som de "toc, toc, toc" que era muito perturbador.
Ivânia esfregou os olhos e sentou-se na cama, pegando instintivamente o celular na mesinha de cabeceira. O relógio marcava duas da manhã.
Ivânia afastou o cobertor, levantou-se e foi abrir a porta.
Uma empregada estava do lado de fora, com uma expressão ansiosa no rosto.
— Srta. Paiva, você viu a Srta. Torres, ou ela entrou em contato com você?
Ivânia balançou a cabeça.
— Não. O que aconteceu?
— A Srta. Torres desapareceu. O senhor e o Sr. Damasceno estão procurando por ela. — disse a empregada.
Ao ouvir que Graciele havia desaparecido, Ivânia franziu a testa. Ela vestiu um casaco e seguiu a empregada para fora do quarto.
Naquele momento, apesar de serem duas da manhã, a mansão estava toda iluminada, e todos estavam reunidos no salão do primeiro andar.
Henrique estava sentado no sofá, com uma expressão sombria.
Zenobia sentava-se em frente a ele, soluçando baixinho.
— A culpa é toda minha. Se eu não tivesse caído sem querer, Henrique não teria discutido com a Srta. Torres. E a Srta. Torres não teria desaparecido.
— Não tem nada a ver com você. Graciele foi mimada por mim e por isso perdeu a noção das coisas. — Henrique ainda estava com o rosto sério, mas tentou confortá-la.

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