Jefferson inclinou a cabeça, e seus olhares se encontraram. Ele estendeu a mão e afagou o cabelo dela, depois pegou a taça de vinho à sua frente e a bebeu de um só gole.
— Zenobia não bebe bem. Eu bebo por ela.
— Jefferson, você é um estraga-prazeres. — disse Eduardo, desapontado por não ter visto a cena que esperava.
— Não tenho o costume de dar espetáculo para os outros. — Jefferson respondeu friamente, pousando a taça.
O jogo continuou. À esquerda de Eduardo estava Graciele. Ela estendeu a mão e girou a garrafa, mas com sua pouca força, a garrafa deu apenas duas voltas antes de o gargalo parar na direção de Eduardo.
Eduardo ergueu as sobrancelhas para Graciele e disse:
— Desafio.
Graciele parecia um pouco sem jeito. Ela olhou para Henrique antes de falar, hesitante.
— O Sr. Nogueira escolhe uma das mulheres presentes e a beija apaixonadamente por três minutos?
Assim que Graciele terminou de falar, os olhares de quase todos se voltaram para Ivânia. Até Jefferson ergueu os olhos e a observou brevemente.
Enquanto isso, Ivânia permaneceu de cabeça baixa, mordendo seu espeto, como se aquilo não tivesse nada a ver com ela.
O olhar de Eduardo pousou brevemente sobre ela, com um toque de resignação em seus olhos. Então, ele também pegou a taça de vinho à sua frente e a bebeu de um só gole.
— Você também é um estraga-prazeres. Eu nunca tinha percebido que você era tão covarde. — O olhar de Henrique passou por Ivânia antes de se fixar em Eduardo, brincando.
Eduardo deu de ombros, sem confirmar nem negar.
Ao lado de Graciele estava Henrique. Ele girou a garrafa, que parou em Jefferson.
Jefferson olhou para a garrafa apontada para si com seus olhos calmos e disse:
— Verdade.
Henrique estava sentado em frente a Zenobia. Ele olhou para ela antes de perguntar a Jefferson:
— Entre as pessoas presentes, há alguém com quem você gostaria de se casar e passar o resto da vida?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento