Ao chegar à porta, Ivânia instintivamente olhou para trás, para Jefferson. Sua mão direita estava envolta em uma bandagem branca, e ele inclinava a cabeça ligeiramente para ouvir Zenobia, com uma expressão suave no rosto.
Ivânia desviou o olhar e seguiu Eduardo para fora.
Zenobia sentou-se ao lado de Jefferson, pegando delicadamente sua mão enfaixada, com os olhos cheios de preocupação.
— Jefferson, está doendo?
— Não é nada. — Jefferson respondeu, retirando a mão.
Nos seus anos no exército, ele havia sofrido ferimentos de todos os tipos; não era tão frágil.
— Que bom que não é nada. Não se machuque mais, eu fico com o coração apertado. — Disse Zenobia com os olhos marejados.
Jefferson sorriu levemente e afagou a cabeça dela com ternura.
O rosto de Zenobia corou um pouco. Ela segurou a mão dele novamente e perguntou, como que por acaso:
— Eduardo está tentando conquistar a Srta. Paiva?
— Não sei. — Jefferson respondeu com indiferença, sem sequer levantar os olhos.
— Eles parecem um bom casal. — Zenobia continuou, observando Jefferson discretamente.
Ele, com a mão ilesa, pegou o maço de cigarros e o isqueiro da mesa de centro e acendeu um cigarro com displicência, como se não a tivesse ouvido.
Zenobia manteve seu sorriso gentil, mas a mão que pendia ao seu lado se fechou em um punho.
Ela se lembrou do olhar de Jefferson para Ivânia enquanto ela tocava piano e sentiu uma inquietação inexplicável.
— A Srta. Paiva é muito bonita. Acho que já vi um filme dela, ela é bem famosa. — Zenobia continuou.
— É mesmo? Não sei muito sobre isso. Ela é apenas uma pessoa irrelevante. — A voz fria de Jefferson se espalhou com a fumaça pálida enquanto ele batia a cinza do cigarro.

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