Antes do incidente com Ivânia, o apartamento já estava reformado, apenas esperando o tempo de cura.
Depois, ela assumiu a missão secreta e, até sua morte, nunca conseguiu se mudar para a nova casa.
O que Ivânia não esperava era que seus pais também não tivessem se mudado, permanecendo na casa antiga.
— Sim. Nunca nos mudamos. Temos medo de que Ivânia não consiga encontrar o caminho de volta para casa se nos mudarmos. — disse Tereza em voz baixa.
Mesmo sabendo que sua filha havia falecido e nunca mais voltaria.
Como mãe, ela continuava guardando a casa antiga, protegendo o lar que um dia esteve cheio de belas memórias.
O carro de Ivânia parou em frente à antiga casa da família Paiva.
Jefferson ajudou Joaquim, completamente bêbado, a entrar e o levou para o quarto.
Tereza ajudou o marido a tirar as roupas e os sapatos, e o cobriu com um lençol.
Joaquim não era muito bom de copo, mas se comportava bem quando bebia.
Depois de bêbado, ele apenas deitava na cama e dormia profundamente, roncando ocasionalmente.
— Muito obrigada pelo trabalho hoje. Já está tarde, não vou mais segurá-los. — Tereza acompanhou Ivânia e Jefferson até a porta, e não pôde deixar de lembrá-los. — Jefferson, você também bebeu bastante. Peça para a Ivana te levar para casa e não se esqueça de tomar algo para ressaca, para não acordar com dor de cabeça amanhã.
— Entendido, senhora. — Jefferson assentiu.
Depois de saírem da casa da família Paiva, Ivânia continuou dirigindo, com Jefferson no banco do passageiro.
O silêncio dentro do carro era absoluto.
Ivânia concentrava-se na estrada à sua frente, enquanto Jefferson recostava a cabeça no encosto do banco, de olhos fechados, com uma respiração suave.
No espaço confinado do carro, um leve cheiro de álcool pairava no ar.
Não era desagradável; pelo contrário, tinha um toque estranhamente sedutor.
O carro de Ivânia seguiu sem obstáculos até o Parque das Acácias, parando em frente ao prédio de apartamentos.
Ivânia estacionou o carro e se virou para o homem ao seu lado.

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