— Jefferson, por favor, me ajude a acalmar me... digo, o senhor e a senhora.
Jefferson segurava o copo, bebericando lentamente, e respondeu com um tom indiferente:
— Não adianta tentar. Você nunca perdeu ninguém, não entenderia.
Ele terminou a bebida em seu copo, olhando diretamente para ela, seus olhos escuros como tinta, insondáveis.
A refeição terminou com a maior parte da comida intocada na mesa e o bolo sem ser cortado.
Joaquim estava debruçado sobre a mesa, bêbado, e Tereza parecia não saber o que fazer com ele.
— Senhora, o senhor está bêbado. Eu os levo para casa. — Jefferson pagou a conta e ajudou Joaquim a se levantar.
Joaquim tinha um metro e oitenta de altura e um corpo robusto.
Ivânia e Tereza não conseguiam segurá-lo sozinhas.
Mas Jefferson o levantou com facilidade, saiu do restaurante e caminhou pelo beco.
Joaquim estava realmente muito bêbado, sua mente confusa, incapaz de distinguir o presente do passado.
Apoiado no ombro de Jefferson, ele ainda o via como seu futuro genro e não parava de gritar:
— Seu moleque, não pense que só porque bebeu comigo algumas vezes eu vou deixar você se casar com a Ivânia. Ela é minha princesinha. Se você se atrever a maltratá-la, vai ver só o que eu faço com você.
Jefferson, amparando Joaquim, parou por um instante.
A luz no beco era fraca, e seu belo rosto estava envolto em sombras, tornando-o difícil de decifrar.
Sua voz, magnética e profunda, soou excepcionalmente clara no silêncio do beco.
— Fique tranquilo, senhor. Como eu poderia ter coragem de magoá-la?
— Hum, que bom. — Joaquim deu um tapinha no ombro de Jefferson, parecendo muito satisfeito.

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