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A Morte Também É Renascimento romance Capítulo 212

— Hoje é a festa de noivado com a família Damasceno. Todas as pessoas importantes de Santa Cruz do Sertão estão aqui. Você tem certeza de que quer fazer uma cena agora e se envergonhar?

Ivânia o segurava com uma mão, enquanto na outra ainda tinha o copo de suco, mordiscando lentamente o canudo.

Hugo ficou paralisado no lugar, seus punhos cerrados ao lado do corpo, os nós dos dedos estalando.

Ele permaneceu assim por um longo momento antes de finalmente se acalmar e sentar-se novamente.

A cerimônia de noivado de Henrique e Graciele transcorreu sem problemas.

Após a cerimônia, o casal começou a brindar com os convidados.

Graciele havia trocado de vestido para um vermelho, também de alta-costura, cravejado de pérolas e pequenos diamantes que brilhavam sob as luzes dos lustres de cristal.

O colar de jade em seu pescoço também era de valor inestimável.

Hugo reconheceu imediatamente que pertencia à sua mãe.

Que ridículo.

O dote de sua mãe estava sendo usado pela filha ilegítima de seu pai com outra mulher.

Naquele momento, Graciele, de braços dados com Henrique, aproximou-se da mesa de Hugo e Ivânia para brindar.

— Hugo, Ivana, saúde. Depois que eu me casar, vou me mudar para morar com Henrique. Em casa, papai e mamãe precisarão dos seus cuidados.

Graciele ergueu levemente o queixo, com um ar de arrogância e ostentação.

Ela ainda nem havia se casado com a família Damasceno e já agia como a dona da casa.

Hugo apertou a taça de vinho com tanta força que, se não fosse pela qualidade do vidro, já a teria quebrado.

— Você está apenas se casando, não morrendo. Se quisesse, poderia voltar para visitar papai e mamãe a qualquer momento. — Hugo disse com o rosto sombrio.

Graciele não esperava que Hugo falasse com ela naquele tom.

Ela ficou visivelmente atordoada e, em seguida, seus olhos se encheram de lágrimas, ofendida.

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