Aquela tristeza silenciosa fez Ivânia sentir uma vontade irresistível de chorar.
Seus olhos ficaram vermelhos, e ela lutou para conter as lágrimas.
Depois de um tempo, Jefferson finalmente se levantou, seu olhar recaindo sobre Ivânia novamente.
— O que você está fazendo aqui?
Ivânia ficou sem palavras.
— Se eu disser que estava de passagem, você acreditaria? — Ivânia piscou seus olhos amendoados e avermelhados, parecendo clara e inocente, enquanto mentia descaradamente.
Jefferson ouviu e soltou uma risada baixa e fria.
— O que você acha?
Ivânia ficou sem palavras novamente.
Já que não conseguia inventar uma desculpa plausível, ela desistiu de vez.
— Acredite se quiser.
Jefferson não demonstrou se acreditou ou não. Ele a olhou profundamente por um instante, não lhe deu mais atenção, virou-se e foi embora.
Ivânia observou sua silhueta desaparecer de vista, então se abaixou e pegou as rosas que ele havia deixado na lápide. Ela as segurou junto ao peito e as cheirou.
Hum, cheiravam bem.
O carro de Jefferson estava estacionado no pé da colina.
Quando Vítor Castilho viu Jefferson descer, ele saiu imediatamente do carro e abriu a porta de trás para ele.
Ele olhava para Jefferson com uma certa cautela. Todos os anos, quando Jefferson voltava do Cemitério dos Heróis, seu humor não era dos melhores.
Todos sabiam que, mesmo tendo uma nova namorada, o Sr. Ortega nunca esquecera a anterior, era um homem leal aos seus sentimentos.

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