— Ei, moleque, aconselho a não se meter onde não é chamado, senão, não nos culpe por sermos rudes. — Vários agressores os cercaram, e o líder, segurando uma adaga, apontou para eles e disse.
Jefferson o encarou em silêncio, seus olhos escuros e profundos, gelados.
O confronto recomeçou. Jefferson atacou com força e ferocidade. Mesmo armados, os agressores não conseguiam se aproximar dele e foram rapidamente subjugados.
E Ivânia, o tempo todo protegida atrás dele, o observava, confusa.
Este homem com quem ela cresceu, conheceu e amou por mais de vinte anos... de repente, ela sentia como se não o conhecesse mais.
Será que ele havia progredido tanto nos últimos cinco anos? Ou, desde a infância, ele sempre esteve se contendo com ela?!
No chão, aos seus pés, uma dúzia de homens jazia espalhada.
Jefferson pegou o celular, prestes a fazer uma ligação, quando um dos agressores de repente tirou uma arma com silenciador do bolso e apontou para Ivânia.
Jefferson reagiu com extrema rapidez, abraçando Ivânia e se abaixando para desviar.
Após alguns disparos, as balas não os atingiram, mas derrubaram o lustre de cristal do teto.
Quase que por instinto, Jefferson protegeu Ivânia com seu corpo. O lustre caiu sobre suas costas.
— Jefferson! — Ivânia, pálida de medo, gritou.
Mas Jefferson apenas aprofundou o olhar, sem emitir um gemido, como se não sentisse dor alguma. Mas, sendo de carne e osso, como poderia não doer?
Após a queda do lustre, um dos agressores aproveitou para fechar a porta de entrada do porão do hotel, trancando Jefferson e Ivânia lá dentro.
Os outros se levantaram do chão, cambaleando, e aproveitaram a oportunidade para escapar.

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