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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1601

Do outro lado.

Renata Rocha estava sentada no carro.

Os guardas patrulhavam de um lado para o outro, seus passos eram sincronizados e pesados.

"Senhorita, é melhor a senhora voltar, este realmente não é o lugar onde deveria estar."

O guarda que a havia parado momentos antes voltou ao lado do carro, e seu tom já havia passado de severo para uma persuasão resignada: "A área lá dentro está sob alerta máximo agora. Não apenas a senhora, mas até mesmo nosso pessoal interno não pode entrar e sair livremente sem um passe especial."

"O Sr. Daniel deixou ordens expressas de que a senhora não pode entrar."

Renata levantou os olhos e olhou para ele: "Ele tem medo de que eu corra perigo, não é?"

O guarda ficou surpreso, não negou nem confirmou, apenas suspirou: "De qualquer forma, a sua presença aqui só distrairá o pessoal lá dentro. Quando a missão terminar, o Sr. Daniel naturalmente entrará em contato com a senhora."

A missão terminar.

Estas três palavras soavam leves, mas o coração de Renata se apertou ao ouvi-las.

Ela sabia muito bem o que o Daniel Azevedo fazia.

Explosões no porto, conflitos na fronteira, facções transfronteiriças, jogos de vida ou morte... Cada "missão terminada" podia significar que alguém nunca mais voltaria.

Ela não podia esperar.

Não tinha coragem de esperar.

E, muito menos, naquele lugar a apenas um passo de distância dele, assistir passivamente enquanto ele entrava sozinho no perigo.

As palavras que ouvira anteriormente no clube ainda ecoavam em seus ouvidos: o Chefe foi para a fronteira executar uma missão, seu paradeiro era secreto e ninguém tinha permissão de se aproximar, especialmente a Srta. Rocha.

Quanto mais ele agia assim, mais claro ficava para ela o quão perigosa a situação lá dentro havia se tornado.

Ele colocava toda a escuridão à sua frente, isolando-a em uma zona segura, achando que isso era proteção.

Mas ele não sabia que, para ela, a coisa mais angustiante era cada minuto e cada segundo em que não podia vê-lo, não podia tocá-lo e não sabia se ele estava vivo ou morto.

"Eu sei que vocês estão seguindo ordens." Renata falou lentamente, com a voz calma, mas clara: "Eu também não vou forçar a entrada para não causar problemas. Mas eu não vou embora, vou esperar bem aqui."

O guarda olhou para o rosto pálido, mas excepcionalmente determinado dela, e por fim só pôde balançar a cabeça em resignação. Ele se virou e voltou ao seu posto, mas seu olhar recaía sobre o carro dela de vez em quando, com um pouco mais de atenção.

O carro estava estacionado não muito longe do bloqueio, como uma ilha solitária, flutuando na noite fortemente vigiada.

O motorista, sentado no banco do motorista, hesitou várias vezes antes de aconselhar em voz baixa: "Srta. Rocha, o vento está forte esta noite e a temperatura está baixa. A senhora acabou de se recuperar, se continuar aqui, vai ficar doente."

"Que tal procurarmos uma pousada por aqui primeiro e voltarmos quando amanhecer?"

Renata balançou a cabeça levemente, sem tirar os olhos da linha de bloqueio: "Não estou com sono, nem com frio."

Como ela conseguiria dormir?

Bastava fechar os olhos e a imagem de Daniel tomava conta de sua mente.

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