Para assuntos como aquele, envolvendo drogas, reputação e privacidade, as pessoas normais geralmente escolhiam resolver no privado, para evitar que o assunto fosse exposto e causasse danos secundários a si mesmas.
Mas Renata surpreendentemente queria chamar a polícia.
Sófia ficou levemente perplexa: "Renata, você já pensou bem nisso? Uma vez que chamar a polícia, muitas coisas virão à tona, e isso terá um impacto negativo em você."
"Eu não tenho medo.", o tom de Renata era calmo, "Se ela teve a audácia de fazer, que tenha a coragem de assumir."
"Que a lei aplique a pena que deve ser aplicada."
"Eu quero que ela pague pelo que fez, de forma justa e à luz do dia."
Ela não queria vingança privada, não queria combater violência com violência.
Ela queria que Gabriela confessasse seus crimes perante a lei.
Queria que ela ficasse com antecedentes criminais, uma mancha que nunca conseguiria apagar pelo resto da vida.
Essa seria, de fato, a punição mais completa.
Gregório olhou para Renata.
Ele havia pensado inicialmente que a Renata após a perda de memória seria frágil, confusa e dependente dos outros.
Mas não esperava que ela estivesse ainda mais lúcida, ainda mais resiliente e com limites ainda mais definidos do que antes.
"Tudo bem.", Gregório assentiu, dizendo com a voz grave, "Eu organizarei isso."
"Provas, testemunhas, imagens de segurança, tudo será entregue."
"Garantirei que seja lidado de forma justa."
Quando Gabriela ouviu a palavra 'polícia', entrou em pânico total. Seu rosto ficou pálido como papel, suas pernas enfraqueceram e ela quase desabou no chão.
Ela queria implorar por misericórdia, queria explicar, queria consertar as coisas, mas sob os olhares de Gregório e Sófia, ela não conseguia dizer uma única palavra.
Renata olhou para ela friamente, sem a menor compaixão.
É o que você merece.
Enquanto isso, na mansão de Daniel.
Após ser intimidada por Renata e Gregório, Gabriela ficou tão assustada que sua alma quase deixou o corpo. A primeira coisa que pensou não foi em fugir, nem em admitir o erro, mas em procurar Daniel para pedir ajuda.
Ela acreditava que Daniel certamente ainda a guardava em seu coração.
Afinal, ela era a sua noiva oficial e legítima.
Renata já havia ido embora, já estava 'suja', e Daniel com certeza a aceitaria de volta.
Ela arrumou suas roupas, fingindo estar frágil e injustiçada, chegou à porta da mansão e empurrou-a diretamente, entrando.
Daniel estava sentado no sofá da sala de estar, exalando uma aura hostil; a pressão do ar ao seu redor estava assustadoramente baixa.
Ele acabara de saber toda a verdade sobre Renata ter sido drogada e também sobre o conflito entre Renata e Gabriela na clínica de estética.
A intenção assassina em seu íntimo mal conseguia ser contida.
No momento em que Gabriela o viu, seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente. Ela se aproximou apressada, com uma voz delicada e cheia de mágoa, tentando ganhar sua simpatia:
"Daniel... eu estou com medo..."
"A Renata ficou louca, ela quer chamar a polícia para me prender. Você me ajuda, por favor?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...