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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1556

Aquelas memórias confusas de agora há pouco passaram por sua mente como fragmentos.

Ela se encolheu contra ele, abraçou-o, esfregou-se nele, gemeu de desconforto e dependeu dele com tanta fragilidade...

Todas as suas atitudes vergonhosas foram vistas por ele.

O rosto de Renata esquentou. Em seu íntimo, sentia-se envergonhada, irritada, injustiçada e constrangida, desejando poder encontrar um buraco no chão para se esconder imediatamente.

Ela virou o rosto para não olhar para Daniel, com uma voz suave e fria: "Você pode ir embora."

Daniel olhou para o perfil pálido e teimoso dela, balançando levemente a cabeça: "Eu não vou."

"Se eu for, não ficarei tranquilo deixando você sozinha."

"Caso aconteça alguma coisa durante a noite, não haverá ninguém para cuidar de você."

"Eu não preciso que você cuide de mim.", Renata retrucou imediatamente, com a voz carregando um traço de exaustão, "Eu já estou bem, não há mais problema, vá embora."

"Eu ficarei na sala de estar.", Daniel não recuou, com um tom firme, "Não entrarei no seu quarto, não a incomodarei, apenas ficarei vigiando do lado de fora. Se precisar de algo, dê um grito, e eu ouvirei."

Renata abriu a boca, ainda querendo expulsá-lo.

Mas seu corpo estava realmente muito fraco; todo aquele tormento de antes havia quase esgotado todas as suas forças.

Ela não tinha forças nem para falar, só pôde fechar os olhos, sem vontade de discutir com ele.

Que ele fizesse o que quisesse.

Se quisesse ficar, que ficasse.

Ela realmente não tinha mais energia para se importar.

Daniel suspirou de alívio ao ver que ela não o expulsava mais.

Ele a pegou no colo com delicadeza, entrou cuidadosamente no quarto, colocou-a na cama macia e a cobriu bem com o cobertor.

Seus movimentos foram tão gentis como se estivesse tratando um tesouro raro, com medo de que pudesse se quebrar com qualquer descuido.

Depois de fazer tudo isso, ele se virou, pronto para sair e vigiar na sala de estar.

No entanto, seu pulso foi segurado levemente.

Renata mantinha os olhos fechados, seu rosto ainda estava pálido, mas seus dedos apertavam suavemente a manga da camisa dele, sem soltar.

Sem falar, sem abrir os olhos, apenas segurando de forma sutil.

Como um gatinho carente de segurança.

O corpo de Daniel enrijeceu, seus passos pararam, e seu coração deu um salto.

Ele não se soltou; apenas ficou ali ao lado da cama, deixando-a segurá-lo.

A noite pareceu passar de forma tranquila assim.

Lá fora, a noite era profunda e tudo estava em absoluto silêncio.

Na primeira metade da noite, Renata dormiu muito pacificamente, o efeito do remédio foi completamente suprimido e não voltou a atacar.

Daniel ficou sentado na cadeira ao lado da cama, vigiando constantemente, sem fechar os olhos.

Ora ele ajeitava as bordas do cobertor para ela, ora tocava sua testa, confirmando que a temperatura estava normal, para só então se tranquilizar um pouco.

Ele apenas observava em silêncio o rosto dela adormecido.

Quieto, suave, sem a frieza de sempre, sem resistência, sem espinhos.

Como um pequeno animal que finalmente baixou a guarda.

O coração de Daniel se encheu de ternura.

Como ele desejava que o tempo parasse naquele exato momento.

Sem ressentimentos, sem conspirações, sem Gabriela, sem perda de memória, sem mágoas.

Apenas ele e ela.

Em paz e tranquilidade.

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