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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1510

Que ela nunca se lembrasse de como Daniel se importava com ela.

Que ela nunca se lembrasse de que, no passado, elas foram rivais amorosas implacáveis.

Ela se encostou na parede e soltou um suspiro suave.

Renata tinha a vida dura, não havia morrido.

Mas e daí?

Ela havia esquecido de tudo, esquecido de Daniel, esquecido de todos os ressentimentos entre elas.

Ela nunca mais tentaria roubar Daniel de mim.

Afinal, esse lugar era meu.

Ninguém poderia tirá-lo de mim.

Gabriela recompôs a sua expressão, exibiu novamente um sorriso dócil e, com passos firmes, afastou-se do corredor passo a passo.

-

Daniel chegou ao hospital.

Ele empurrou a porta.

Renata estava encostada na cabeceira da cama, olhando vagamente pela janela. A luz do sol caía sobre o seu rosto, e a sua quietude partia o coração.

Ao ouvir o barulho, ela virou o rosto e olhou para Daniel.

Ainda era um olhar estranho.

Ainda era um vazio total.

"Você voltou."

Ela falou suavemente, com um tom educado, porém distante.

O coração de Daniel deu um solavanco, e uma dor densa e avassaladora se espalhou por seu peito.

Ele caminhou até a beira da cama, parando a uma distância que não a incomodasse, e a sua voz soou extremamente baixa e gentil:

"Alguém... esteve aqui há pouco?"

Renata assentiu com a cabeça: "Sim, uma moça chamada Gabriela. Ela disse que era a sua noiva e me trouxe uma sopa."

"Ela é muito gentil."

"Fique longe dela."

Renata observou as emoções profundas e complexas no fundo dos olhos dele, vendo como ele claramente sentia dor, mas tentava desesperadamente escondê-la. Uma pitada de familiaridade e inquietação inexplicáveis surgiu novamente em seu íntimo.

Temendo que Gabriela aproveitasse a oportunidade para causar problemas, que Vicente agisse nas sombras, ou que Daniel perdesse o controle e a levasse ao colapso de novo com aquela sua obsessão de "estou fazendo isso para o seu próprio bem".

Durante os três dias da cúpula, o corpo dela estava no evento, mas a maior parte do seu coração estava presa no hospital.

"E Gregório?" Sófia massageou as têmporas, com a voz ligeiramente rouca.

"O senhor a aguarda no terraço."

O mordomo sorriu levemente, com um calor imperceptível no olhar: "Ele pediu expressamente que, assim que a senhora chegasse, fosse levada diretamente até lá."

Sófia ficou ligeiramente surpresa.

No terraço?

Na sua memória, Gregório nunca marcava encontros num lugar tão romântico quando ela acabava de chegar exausta de uma viagem.

Ele sempre fora atencioso e, sabendo que ela estava cansada, certamente a deixaria tomar um banho e descansar antes de falarem sobre qualquer coisa.

O dia de hoje estava sendo incomum.

Ela não fez mais perguntas, segurou a sua bolsa simples e subiu pelas escadas cobertas por um tapete cinza-claro.

A mansão estava muito silenciosa, e até mesmo os empregados que costumavam circular por ali haviam diminuído significativamente, como se a casa inteira, num acordo tácito, aguardasse por algo.

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