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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1495

“Envenenamento?”

Duas palavras, espremidas por entre os dentes de Daniel, frias como gelo.

Ele congelou no lugar, o sangue parecendo solidificar instantaneamente.

Não era exaustão pela greve de fome.

Não era o corpo colapsando.

Era alguém envenenando-a.

Alguém, bem debaixo do seu nariz, de forma descarada, queria tirar a vida de Renata.

Uma onda de violência avassaladora explodiu em seu peito, quase o rasgando por dentro.

Ele cerrou os punhos com força mortal.

“Quem fez isso.”

Não era uma pergunta, era uma sentença.

“Ainda estamos fazendo mais exames, mas é certo que a toxina foi ingerida recentemente.”

O médico explicou: “Já realizamos uma lavagem gástrica completa e administramos o antídoto. Os sinais vitais estão temporariamente estáveis, mas ela ainda não saiu da zona de perigo. Precisa ser transferida imediatamente para a UTI para monitoramento 24 horas.”

“Entrem.” A voz de Daniel estava rouca. “Eu quero vê-la.”

“Senhor, agora ainda não é possível...”

“Eu disse, eu quero vê-la.”

Seu olhar era assustadoramente frio, carregando uma crueldade prestes a perder o controle e destruir tudo ao redor.

O médico não ousou impedir novamente, apenas assentiu, pediu que fizessem uma limpeza rápida nele e permitiu sua entrada.

Dentro da UTI, tudo era branco e estéril, com o som frio dos instrumentos.

Renata estava deitada na cama, o corpo conectado a vários tubos, a respiração dependendo do ventilador mecânico. Seu rosto estava tão pálido que parecia transparente, os lábios sem nenhum traço de cor.

Ela estava de olhos fechados, com a testa levemente franzida, como se ainda estivesse lutando contra a dor.

Aquela Renata orgulhosa, que preferia quebrar a dobrar, agora parecia tão frágil quanto um vidro prestes a se estilhaçar ao menor toque.

Daniel caminhou até a beira da cama, agachou-se lentamente e segurou com leveza a mão dela que não estava recebendo soro.

Gelada, fina, sem força.

“Eu vou descobrir.” Sua voz saiu extremamente baixa, com um tremor contido ao limite. “Quem fez isso com você, eu farei pagar cem vezes mais.”

“Aguente firme.”

Ele desligou o telefone, encostou-se na parede e fechou os olhos, a mente repassando as cenas daquele dia repetidamente.

Renata foi trazida de volta por ele, não comia nem bebia, resistia a tudo.

Além dos empregados, apenas uma pessoa se aproximou dela com frequência—

Gabriela.

Assim que esse pensamento surgiu, ele o cortou impiedosamente.

Ela não tinha motivos, nem coragem, para envenenar alguém dentro da casa dele.

Devia ser alguém de fora.

Era um ataque direcionado a Renata, alguém querendo usar as mãos dele para destruir a pessoa com quem ele se importava.

Daniel respirou fundo, reprimindo a inquietação no fundo do coração, virou-se e caminhou em direção ao elevador.

Ele voltaria para a mansão.

Ele iria investigar pessoalmente.

No mesmo momento, na Mansão Azevedo.

Gabriela estava sentada no sofá da sala, com o corpo todo gelado, as pernas fracas e as pontas dos dedos tremendo incontrolavelmente.

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