Renata lutou desesperadamente, balançou a cabeça com força, tentando cuspir, mas seu corpo estava fraco demais e ela não conseguia resistir a Gabriela.
Mais de meia colher de sopa foi forçada garganta abaixo.
"Cof, cof, cof, cof—!"
Renata tossiu violentamente, o peito arfando com força, o rosto ainda mais pálido, lágrimas e o líquido tossido se misturando em uma cena lamentável.
Gabriela soltou a mão, levantou-se e olhou para Renata, que tossia dolorosamente na cama.
Ela pegou a tigela novamente e disse suavemente: "Assim é que se faz. Bebeu, agora vai ficar bem."
"Descanse bem, não vou mais te incomodar."
Dito isso, ela se virou e saiu apressadamente do quarto.
Ela fechou a porta suavemente, encostou-se na parede e respirou fundo, o coração batendo descontroladamente.
Conseguiu.
Ela conseguiu.
Renata bebeu.
Não demoraria muito para Renata desaparecer para sempre.
Neste mundo, ninguém mais disputaria Daniel com ela.
Gabriela suprimiu o pânico e o medo em seu coração, arrumou sua expressão e desceu as escadas passo a passo com a tigela vazia, como se nada tivesse acontecido.
No quarto, Renata estava encolhida na cama, convulsionando de dor.
No começo, era apenas um desconforto na garganta e no estômago, uma dor ardente.
Ela pensou que fosse porque estava em jejum há muito tempo e o corpo não estava aguentando, então não pensou muito nisso.
Mas não demorou muito para que a dor começasse a se espalhar, do estômago para o peito, e depois para todos os membros, como se houvesse inúmeras agulhas perfurando seus órgãos internos.
O coração batia cada vez mais rápido, cada vez mais desordenado, como se quisesse pular pela garganta.
A respiração ficava cada vez mais difícil, o peito parecia estar sendo esmagado por uma pedra enorme, não conseguia inspirar, nem expirar.
A visão escurecia em ondas, os ouvidos zumbiam, e a consciência começava a se apagar rapidamente.
Frio.
Ela não queria ser a Srta. Rocha novamente.
Não queria encontrar Daniel novamente.
Não queria ficar presa em uma gaiola novamente.
Ela só queria ser um pássaro livre, voando para qualquer lugar que quisesse.
A consciência afundou completamente na escuridão.
A mão caiu, sem vida.
A respiração parou.
Duas horas depois, a empregada, seguindo as ordens de Daniel, subiu para levar água morna para Renata e verificar como ela estava.
A porta foi empurrada suavemente, e a empregada começou a falar sorrindo: "Srta. Rocha, trouxe água para a senhora..."
A frase parou abruptamente.
O sorriso no rosto da empregada congelou instantaneamente, as pupilas se contraíram bruscamente, ela tremeu de medo, e o copo de água em sua mão caiu no chão com um estrondo, estilhaçando-se.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...