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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1492

Renata lutou desesperadamente, balançou a cabeça com força, tentando cuspir, mas seu corpo estava fraco demais e ela não conseguia resistir a Gabriela.

Mais de meia colher de sopa foi forçada garganta abaixo.

"Cof, cof, cof, cof—!"

Renata tossiu violentamente, o peito arfando com força, o rosto ainda mais pálido, lágrimas e o líquido tossido se misturando em uma cena lamentável.

Gabriela soltou a mão, levantou-se e olhou para Renata, que tossia dolorosamente na cama.

Ela pegou a tigela novamente e disse suavemente: "Assim é que se faz. Bebeu, agora vai ficar bem."

"Descanse bem, não vou mais te incomodar."

Dito isso, ela se virou e saiu apressadamente do quarto.

Ela fechou a porta suavemente, encostou-se na parede e respirou fundo, o coração batendo descontroladamente.

Conseguiu.

Ela conseguiu.

Renata bebeu.

Não demoraria muito para Renata desaparecer para sempre.

Neste mundo, ninguém mais disputaria Daniel com ela.

Gabriela suprimiu o pânico e o medo em seu coração, arrumou sua expressão e desceu as escadas passo a passo com a tigela vazia, como se nada tivesse acontecido.

No quarto, Renata estava encolhida na cama, convulsionando de dor.

No começo, era apenas um desconforto na garganta e no estômago, uma dor ardente.

Ela pensou que fosse porque estava em jejum há muito tempo e o corpo não estava aguentando, então não pensou muito nisso.

Mas não demorou muito para que a dor começasse a se espalhar, do estômago para o peito, e depois para todos os membros, como se houvesse inúmeras agulhas perfurando seus órgãos internos.

O coração batia cada vez mais rápido, cada vez mais desordenado, como se quisesse pular pela garganta.

A respiração ficava cada vez mais difícil, o peito parecia estar sendo esmagado por uma pedra enorme, não conseguia inspirar, nem expirar.

A visão escurecia em ondas, os ouvidos zumbiam, e a consciência começava a se apagar rapidamente.

Frio.

Ela não queria ser a Srta. Rocha novamente.

Não queria encontrar Daniel novamente.

Não queria ficar presa em uma gaiola novamente.

Ela só queria ser um pássaro livre, voando para qualquer lugar que quisesse.

A consciência afundou completamente na escuridão.

A mão caiu, sem vida.

A respiração parou.

Duas horas depois, a empregada, seguindo as ordens de Daniel, subiu para levar água morna para Renata e verificar como ela estava.

A porta foi empurrada suavemente, e a empregada começou a falar sorrindo: "Srta. Rocha, trouxe água para a senhora..."

A frase parou abruptamente.

O sorriso no rosto da empregada congelou instantaneamente, as pupilas se contraíram bruscamente, ela tremeu de medo, e o copo de água em sua mão caiu no chão com um estrondo, estilhaçando-se.

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