Sófia lançou um olhar profundo na direção do quarto de hóspedes no andar de cima.
Precisava pensar em um plano.
Ela se virou e foi embora.
O carro se afastou, e o pátio voltou ao silêncio.
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No andar de cima.
Renata encostou-se na parede fria, o corpo gelado, as mãos e pernas moles.
Ela tinha ouvido claramente cada palavra dita lá embaixo.
Sófia veio.
Sófia tentou salvá-la.
Mas até Sófia foi barrada na porta.
Daniel cortou até mesmo sua única esperança.
Ele não permitia que ninguém a visse.
Não permitia que ela contatasse o mundo exterior.
Não permitia qualquer chance de fuga.
Renata escorregou lentamente até sentar no chão, as costas contra a parede, as lágrimas escorrendo em silêncio.
A greve de fome, a resistência, a luta de antes, tudo ainda carregava uma ponta de esperança — talvez ele estivesse apenas sendo paranoico momentaneamente, talvez um dia ele desistisse.
Mas agora, ela finalmente entendia por completo.
Daniel não agiu por impulso.
Ele realmente planejava—
Prendê-la para sempre.
Até que ela morresse, até que ela aceitasse seu destino, até que não tivesse mais forças para resistir.
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Enquanto o carro de Sófia se afastava, ela sentada no banco de trás ainda sentia as pontas dos dedos geladas.
O motorista olhou para ela pelo retrovisor e perguntou suavemente: "Srta. Lopes, para onde vamos agora?"
"Para a mansão da Família Pacheco", a voz de Sófia soou pesada. "Vamos direto para onde está o Gregório Pacheco."
Ela nunca tinha se sentido tão impotente.
Desde pequena, quase tudo o que ela queria fazer, ela conseguia.
Sófia balançou a cabeça, a voz rouca: "Não vi."
Gregório a ajudou a sentar no sofá, virou-se para servir um copo de água morna e colocou nas mãos dela: "Conte devagar, o que aconteceu?"
Sófia segurou o copo e narrou tudo o que aconteceu na porta da casa de Daniel naquela tarde.
"A segurança do Daniel é impenetrável, eu não consegui nem passar do portão principal."
"Ele saiu pessoalmente para me barrar, disse que a Renata não podia receber visitas, que não adiantava quem fosse."
Sófia continuou: "Eu até ameacei chamar a polícia, mas ele nem piscou."
"Ele deixou claro que não tem medo de nada, que vai manter a Renata em cárcere privado e pronto."
Gregório ouvia em silêncio, o rosto ficando cada vez mais sombrio.
Ele e Daniel não eram amigos íntimos, mas já tinham lidado um com o outro algumas vezes.
Aquele homem era silencioso, reservado, ágil e tinha uma aura pesada e assustadora, visivelmente alguém com opiniões fortes e extrema capacidade de tolerância.
Mas Gregório não imaginava que ele fosse paranoico a esse ponto.
"Como a Renata está?" perguntou Gregório em voz baixa.
Ao mencionar isso, os olhos de Sófia ficaram marejados: "Eu não sei."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...