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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1441

Gregório recobrou a consciência, guardou o celular, reprimiu todas as emoções e levantou-se para ajeitar o roupão antes de abrir a porta do quarto: "Mande-o subir."

A chegada do Oficial Lima à Cidade Floresta já era esperada.

Sófia havia dito que os trâmites do lado do Oficial Lima estavam quase concluídos e que ele chegaria em dois ou três dias. Pelo tempo decorrido, era para chegar hoje mesmo.

Só não esperava que o Oficial Lima chegasse em um momento tão inoportuno, justamente quando Vicente havia desaparecido.

Pouco depois, o Oficial Lima entrou no apartamento, trazendo consigo o cansaço da viagem e a umidade da chuva lá fora.

Ele vestia trajes civis, mas ainda assim não conseguia esconder sua aura de retidão. Ao ver Gregório, ele apressou o passo.

Seu olhar pousou nos arranhões no pescoço de Gregório, e uma pontada de preocupação cruzou seus olhos: "Diretor Pacheco, você está ferido? É grave?"

"É só um arranhão, não é nada." Gregório acenou com a mão, indicando para o Oficial Lima se sentar. "Eu ia te ligar agora mesmo, mas você chegou antes."

"Recebi notícias de Sófia, soube que a situação aqui era urgente, então agilizei a papelada e viajei durante a noite."

O Oficial Lima sentou-se, pegou o chá quente que Armando lhe ofereceu, tomou um gole para aquecer o corpo e perguntou: "Ouvi dizer que localizaram o rastro de Vicente?"

"Ele está na Cidade Luxa? Já falei com a polícia local e pretendo ir lá hoje mesmo para traçar o plano de captura."

A expressão de Gregório fechou-se e ele balançou a cabeça: "Tarde demais. Vicente sumiu. Descobrimos esta manhã. O lugar na Cidade Luxa está vazio, não deixaram uma única pista. Vasculhamos a Cidade Floresta inteira e não encontramos nem sinal dele."

"O quê?" O rosto do Oficial Lima mudou instantaneamente, e a xícara de chá em sua mão parou no ar.

Enquanto falava, o Oficial Lima pegou o celular e ligou para a polícia local.

Ele havia se preparado com antecedência e conseguido um contato na polícia local. Pensou que a cooperação seria tranquila, mas, ao ser atendido, a atitude do outro lado foi extremamente fria, beirando o descaso.

O Oficial Lima falou ao telefone por um longo tempo. Seu tom passou de calmo para urgente e, finalmente, para irritado, mas a pessoa do outro lado repetia apenas: "Sinto muito, não temos obrigação de cooperar."

Ao desligar, a expressão do Oficial Lima estava péssima. Ele jogou o celular com força na mesa de centro: "Isso é um absurdo."

"Eu disse que somos parceiros da Interpol, mostrei a documentação, mas eles tiveram a audácia de dizer que não têm acordo formal de cooperação policial com nosso país e que não têm obrigação de ajudar. Recusaram-se a oferecer o mínimo de assistência."

Gregório já esperava por esse resultado. A segurança na Cidade Floresta era caótica, e a eficiência da polícia local, baixíssima.

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