Momentos depois, uma voz masculina grave veio do galpão em ruínas à direita, carregando um sotaque estrangeiro, não muito fluente, mas claro: "A Srta. Lopes realmente tem coragem de vir sozinha."
Acompanhando a voz, uma figura alta saiu do galpão. Era um homem estrangeiro, loiro e de olhos claros, porte robusto, vestindo um sobretudo preto. Segurava um charuto na mão, cuja brasa vermelha oscilava na escuridão da noite.
Atrás dele vinham dois homens corpulentos, com expressões inexpressivas e olhares ferozes; claramente profissionais da luta.
O olhar de Sófia pousou no homem estrangeiro, com uma pitada de reconhecimento.
Ela se lembrava dele; vira-o jantando com Ella algum tempo atrás.
Na época, pensou ser apenas um parceiro comercial estrangeiro comum e não pensou muito a respeito, mas agora parecia que ele era um dos mandantes por trás de Ella.
"Quem é você?"
Sófia perguntou com voz grave e tom gelado. "Usar a segurança da minha filha para me ameaçar só para me ver?"
O homem estrangeiro parou a alguns passos de Sófia, mediu-a de cima a baixo e um sorriso indecifrável curvou seus lábios.
O homem levou o charuto à boca, tragou e soltou um anel de fumaça que se dissipou na noite.
"A Srta. Lopes pode me chamar de Raelan. Quanto ao motivo de eu procurá-la, a Srta. Lopes deve saber muito bem."
"Eu não sei.", disse Sófia friamente, encarando-o diretamente.
"Só sei que vocês, que bagunçam o mercado e agora que foram descobertos usam métodos sujos para ameaçar as pessoas, não têm honra nenhuma."
Raelan, ao ouvir isso, não se irritou; pelo contrário, riu. Ele acenou com a mão, num tom ainda cortês, sem a ferocidade esperada.
"A Srta. Lopes é direta, eu gosto disso."
Sófia respondeu com indiferença. "A NexGen foi construída por mim, não preciso da ajuda de ninguém. O Grupo Pacheco é protegido por mim e por Gregório, e não toleramos a interferência de forasteiros."
"Agradeço a 'boa vontade', mas pode ir embora."
"A Srta. Lopes está escolhendo o caminho mais difícil."
O tom de Raelan finalmente esfriou, um brilho cruel passando por seus olhos. Ele deu um leve toque com os dedos que seguravam o charuto.
Os dois brutamontes atrás dele deram um passo à frente imediatamente, encarando Sófia com ferocidade.
"Vou dar mais uma chance à Srta. Lopes. Colaboração ou não?"
"Se não colaborar, não será apenas a sua filha; nem você nem Gregório terão dias de paz."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...