Um leve cheiro de colônia misturado com o aroma de tabaco invadiu suas narinas, carregando uma sensação de agressividade desconhecida.
O corpo de Sófia enrijeceu e ela instintivamente tentou se soltar, mas ouviu uma voz com sotaque estrangeiro falando português soar em seu ouvido, com um tom cheio de preocupação: "Senhorita, você está bem?"
Ela levantou a cabeça lentamente e encontrou um par de olhos azuis profundos.
Quem a segurava era um homem estrangeiro de cabelos loiros e olhos azuis, vestindo um terno branco impecável. Ele tinha uma estatura alta e ereta, traços profundos e tridimensionais, e parecia ter cerca de trinta anos.
Seu olhar pousou no rosto de Sófia, carregando uma preocupação na medida certa, e havia um sorriso educado no canto de sua boca.
"Obrigada." Sófia se recompôs, firmou o corpo e empurrou gentilmente a mão dele, com um tom distante, mas educado. "Estou bem, só um pouco tonta."
O homem estrangeiro ergueu as sobrancelhas, recolheu a mão, mas manteve a postura de cavalheiro. Seu olhar permaneceu nela por alguns segundos de forma sutil, e ele disse sorrindo: "O vinho tinto do banquete é bem forte, a senhorita parece ter bebido demais."
"Precisa que eu a leve de volta?"
Sófia, no entanto, manteve o sorriso adequado no rosto e balançou a cabeça: "Não precisa se incomodar, meu amigo está me esperando."
"Sério? Não precisa ficar tão alerta."
Ela acenou com a cabeça para o homem loiro e de olhos azuis à sua frente e repetiu com um tom distante: "Eu realmente estou bem, muito obrigada pela ajuda, senhor."
O homem estrangeiro ergueu as sobrancelhas, e um brilho de interesse passou por aqueles olhos azuis profundos, mas ele manteve a elegância de cavalheiro.
Ele se inclinou levemente, com uma voz envolta em preocupação na medida certa: "Meu nome é Alex, sou o representante estrangeiro desta cúpula."
"Vejo que sua aparência não está muito boa. Se estiver realmente se sentindo mal, o salão de festas dispõe de uma sala de descanso."
Sófia retribuiu com um sorriso educado: "Muito obrigada pela preocupação, Sr. Alex, mas meu amigo está me esperando. Com licença."
Ao terminar de falar, ela fez um leve aceno de cabeça e se virou, caminhando rapidamente para dentro do banheiro, fechando a porta atrás de si como se algo a estivesse perseguindo.
Um ponto de interrogação surgiu na mente de Sófia, mas ela não pensou muito mais sobre isso.
Talvez fosse apenas algum empresário estrangeiro participando do banquete que passou por ali coincidentemente.
Ela ajeitou a saia e o penteado, confirmou que não havia nada de errado com sua aparência e empurrou a porta para sair.
O corredor estava vazio, o homem estrangeiro já havia desaparecido, como se tudo agora há pouco tivesse sido apenas uma ilusão.
Sófia se recompôs e se virou, caminhando em direção ao salão de festas.
Assim que chegou à entrada do salão, viu Gregório parado não muito longe, olhando ansiosamente na direção do corredor.
Ao ver a figura dela, a testa dele se desenrugou instantaneamente. Ele caminhou rapidamente até ela, segurou seu braço e perguntou com um tom cheio de preocupação: "Por que demorou tanto? Está se sentindo mal?"
Sófia balançou a cabeça, segurou o braço dele e encostou a cabeça em seu ombro, com uma voz que carregava um tom de mimo: "Estou bem, só um pouco tonta."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...