Na vida passada, foi porque ela não protegeu Clara que aquela pequena figura a deixou para sempre.
Aquela dor cortante no coração, ela não queria sentir mais uma vez nesta vida.
Gregório: "Pensando no assunto da Ella?"
O corpo de Sófia tremeu violentamente.
Ela virou a cabeça, olhou para a preocupação nos olhos de Gregório, e suas órbitas ficaram vermelhas instantaneamente.
Ela agarrou a mão dele, as pontas dos dedos geladas: "Gregório, eu estou muito inquieta."
Gregório apertou os braços, puxando-a para um abraço, dando tapinhas leves em suas costas, consolando-a suavemente: "Não se preocupe, eu já aumentei o pessoal, vigiando a casa vinte e quatro horas, nada vai acontecer."
"Eu tenho medo." A voz de Sófia ficou cada vez mais baixa. "Tenho medo de perder a Clara."
As coisas da vida passada ainda estavam vivas na memória.
Ela não queria, não queria perder a filha pela segunda vez.
Ele baixou a cabeça, olhando para as órbitas avermelhadas dela, vendo o medo no fundo de seus olhos.
O coração pesado, algo parecia prestes a explodir.
Seu coração parecia ter sido espetado por agulhas, doendo densamente.
Ele segurou o rosto dela, os dedos limpando suavemente as lágrimas no canto dos olhos dela: "Sófia, o que houve? Não vai acontecer nada aqui no país."
"Comigo aqui, ninguém vai conseguir machucar a Clara, ninguém vai conseguir machucar você."
Ela se jogou nos braços dele violentamente, abraçando-o com força, como se agarrasse uma tábua de salvação.
"Eu não quero perder a minha filha."
Ela soluçou, a voz fanhosa pelo choro. "Gregório, eu realmente não quero."
O coração de Gregório parecia ter sido esmagado.
Ele acariciou suavemente os cabelos dela, repetindo várias vezes: "Tudo bem."
Ela se apoiou no peito dele, ouvindo as batidas firmes e fortes do coração dele, sentindo o cheiro leve de cedro dele, e a inquietação em seu coração se dissipou pouco a pouco.
É verdade, ele estava lá.
Mas logo ela se recompôs, e até levantou um sorriso sedutor, levantando-se e caminhando em direção a ele.
"Diretor Pacheco, visita rara." Ella disse com um certo tom de provocação deliberada. "O quê, pensou melhor? Veio se render?"
Ela estendeu a mão, querendo segurar o braço de Gregório, mas foi impiedosamente bloqueada pelos guarda-costas ao lado dele.
O olhar de Gregório varreu friamente o rosto dela, como se olhasse para um palhaço.
Ele não falou, apenas caminhou lentamente até a mesa do escritório, olhando-a de cima.
Não havia emoção no fundo de seus olhos, apenas indiferença.
Mas, sem motivo aparente, fazia as pessoas sentirem frio.
O rosto de Ella ficou pálido pouco a pouco.
Ela olhou para aqueles olhos gelados de Gregório, e a inquietação em seu coração ficou cada vez mais forte.
Ela sabia que a visita de Gregório desta vez era para acertar as contas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...