Ella olhou para as costas de Clara correndo para longe, o sorriso em seu rosto desapareceu completamente, e um brilho sinistro passou por seus olhos.
Ela apertou o chocolate na mão, os nós dos dedos ficando brancos pela força. Essa garotinha tinha um nível de alerta bem alto.
Mas, não importava.
Ella levantou-se lentamente, limpou a poeira da roupa e olhou para o corredor do prédio de ensino.
Gregório estava lá, olhando para ela com um olhar frio.
Ella lançou um sorriso para ele, depois se virou e caminhou elegantemente em direção ao portão da escola.
Gregório olhou para as costas dela, o frio em seus olhos ficando cada vez mais intenso.
Ele pegou o celular e ligou para o assistente: "Descubra o objetivo de Ella com essa doação, e também, aumente a equipe de segurança, proteja a segurança de Sófia e Clara."
No caminho de volta para casa, Clara sentada no carro de Gregório, com a boquinha tagarelando sem parar.
Ela puxou a ponta da roupa de Gregório e disse com uma cara séria: "Papai, hoje veio uma tia má na escola, ela quis me dar chocolate, eu não quis."
"Ela não parecia nem um pouco boa. Da última vez que a vi, ela ainda quis pular em você."
Gregório acariciou a cabeça de Clara, um brilho de ternura passando por seus olhos, a voz grave e suave: "A Clara fez o certo, não pode aceitar coisas de estranhos."
Quando chegaram em casa, Sófia já havia retornado.
Ela viu Gregório entrando de mãos dadas com Clara e foi logo ao encontro deles, perguntando sorrindo: "Por que voltaram tão tarde hoje? Aconteceu alguma coisa na escola?"
Clara viu Sófia e imediatamente se soltou da mão de Gregório, pulando nos braços de Sófia: "Mamãe, mamãe."
Clara contou novamente para Sófia sobre o encontro com Ella na escola hoje.
Clara apertou os lábios e disse também: "Ela é aquela tia que tentou pular no papai lá embaixo da empresa dele!"
O sorriso de Sófia congelou instantaneamente no rosto, ela olhou para Gregório.
Gregório veio por trás, abraçou suavemente a cintura dela, o queixo apoiado no topo da cabeça dela, a voz grave e gentil: "Não pense demais, descanse cedo."
Sófia encostou-se nos braços dele, assentiu, a voz carregando um certo cansaço: "Eu só estou preocupada com a Clara. Aquela Ella é cruel e impiedosa, capaz de fazer qualquer coisa."
"Eu já aumentei a segurança, protegendo vocês vinte e quatro horas por dia."
Sófia ficou em silêncio.
O quarto estava silencioso, apenas o som da respiração uniforme de Clara era claro na noite quieta.
Sófia soltou Gregório, sentou-se na beira da cama, o olhar fixo e perdido no rostinho adormecido de Clara.
Os cílios da menina eram longos, os cantos da boca levemente curvados para cima, parecendo estar tendo um bom sonho.
Mas o coração de Sófia parecia estar sendo apertado por uma mão invisível, doendo densamente.
O olhar sinistro de Ella, a esquiva cautelosa de Clara e aquelas memórias da vida passada surgiram em seu coração como uma maré violenta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...