Lucas quase instintivamente correu atrás dela.
Quando ele assinou agora há pouco, a ponta da caneta pairou sobre o papel, hesitando por muito tempo, tanto que o funcionário não pôde deixar de olhar para ele. Ele viu Geovana escrever seu nome traço por traço, aqueles dois nomes escritos com força excessiva, como se quisesse esmagar todas as emoções e incrustá-las ali, o que fez o peito dele apertar.
"Geovana!"
Ele a alcançou em poucos passos, estendendo a mão para segurar o braço dela, mas assim que seus dedos estavam prestes a tocar a manga dela, ela se esquivou sutilmente.
Os passos de Geovana pararam abruptamente, mas ela não olhou para trás.
Suas costas estavam perfeitamente retas.
"Eu te levo para casa." A voz de Lucas soou grave, carregando um tom de súplica.
Ele olhou para as costas frágeis dela, sentindo como se algo estivesse bloqueando seu coração, sufocando-o de pânico.
Ele queria levá-la para casa, queria falar mais algumas frases com ela, mesmo que fossem apenas cumprimentos irrelevantes.
As pontas dos dedos de Geovana se curvaram levemente, as unhas cravando na palma da mão, trazendo uma dor fina e densa.
Ela respirou fundo, tentando fazer sua voz soar calma, mas não conseguiu evitar um leve tom de rouquidão imperceptível: "Não precisa."
Duas palavras, leves como o ar, mas que foram como uma faca cega cortando o coração de Lucas repetidamente.
Ele olhou para as costas dela, sentindo a garganta bloqueada; mil palavras subiram à boca, mas se transformaram em silêncio.
Geovana finalmente se virou lentamente, o olhar pousando no rosto dele. O fundo de seus olhos estava calmo, como água estagnada, sem nenhuma onda, sem vestígio da alegria e excitação de outrora.
Ela olhou para ele, para a vermelhidão nos olhos dele, para o cansaço entre as sobrancelhas, e de repente sentiu uma libertação no coração.
O carro se afastou lentamente, o vidro da janela refletindo o perfil dela, ainda aquele rosto límpido, mas com menos vivacidade e mais silêncio.
Lucas ficou parado no lugar, vendo o táxi se afastar, até desaparecer no fluxo de carros.
-
Do outro lado, no escritório da presidência do Grupo Pacheco.
Sófia estava sentada no sofá, segurando um copo de leite morno nas mãos, mas sem beber um gole sequer, o olhar fixo e perdido na janela, as sobrancelhas levemente franzidas.
Desde que soube que Geovana e Lucas foram ao cartório, ela não tinha apetite para nada, sentindo como se uma grande pedra estivesse pesando em seu coração.
Ela conhecia Geovana muito bem; aquela garota parecia desapegada, mas por dentro era mais obstinada do que qualquer um. Como ela poderia simplesmente deixar de lado tantos anos de amor?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...