Depois do café da manhã, Sófia pegou a mão de Clara e saiu de casa.
Na entrada da escola, já havia muitos pais e crianças. O movimento de carros e pessoas era intenso e animado.
Sófia, de mãos dadas com Clara, mal havia chegado ao portão da escola quando avistou uma figura familiar.
Gabriel Zambrano estava parado não muito longe, vestindo um terno casual, de mãos dadas com um menino, seu filho Nelson.
Nelson e Clara eram colegas de classe e costumavam brincar juntos.
Gabriel também viu Sófia e se aproximou com um sorriso, cumprimentando-a: "Bom dia, Sófia."
"Bom dia." Sófia retribuiu o sorriso, seu olhar pousando em Nelson. "Nelson, você está muito elegante hoje."
Nelson olhou para Clara, sorriu largamente, mostrando dois pequenos dentes caninos: "Clara, vamos brincar no escorregador hoje?"
Clara assentiu com entusiasmo: "Sim, sim!"
As duas crianças, de mãos dadas, correram para o lado, tagarelando.
Gabriel olhou para eles, sorriu com resignação e depois se virou para Sófia.
"A propósito, sobre aquele projeto internacional entre a NexGen e o Grupo Pacheco, ontem eu dei uma olhada na proposta que você me enviou. Acho que alguns detalhes ainda podem ser discutidos."
Sófia assentiu, dizendo seriamente: "Eu também acho que alguns pontos não estão totalmente finalizados."
"Especialmente em relação à avaliação de risco da cadeia de suprimentos, acho que podemos detalhar mais."
"Exato", disse Gabriel. "Embora as forças estrangeiras tenham sido suprimidas, não podemos garantir que não haja alguns elementos remanescentes."
"Precisamos considerar todos os riscos para não dar a eles nenhuma oportunidade."
Os dois ficaram parados ali, conversando por cerca de dez minutos, desde os detalhes do projeto até o planejamento futuro, cada frase focada no trabalho.
Depois de terminarem a conversa sobre trabalho, Gabriel olhou para o relógio e disse: "Está quase na hora, preciso levar o Nelson para dentro."
"Eu também", Sófia assentiu.
Eles se olharam e sorriram, cada um chamando o nome de seu filho.
Clara e Nelson, de mãos dadas, acenaram para eles.
Só quando as figuras das crianças desapareceram de vista, Sófia se virou e disse a Gabriel: "Então, eu vou para a empresa agora. Sobre a proposta, conversamos com mais detalhes depois."
"Certo", Gabriel assentiu. "Tome cuidado no caminho."
Depois de se despedirem, eles seguiram em direções opostas.
-
Assim que Sófia chegou ao estacionamento e estava prestes a ligar o carro, seu celular tocou.
A palavra "Mãe" apareceu na tela. Ela atendeu rapidamente: "Mãe, o que aconteceu?"
Do outro lado da linha, veio a voz cansada de sua mãe: "Sófia, por favor, pense em algo."
"Seu pai... ele se recusa a se divorciar de qualquer jeito."
O sorriso no rosto de Sófia congelou instantaneamente. Seu coração deu um salto e um mau pressentimento tomou conta dela.
Ela apertou o celular com mais força, sua voz tornando-se séria: "O que aconteceu? O tribunal já não tinha aceitado o caso?"
"Aceitou, mas a atitude do tribunal é muito vaga. Estão dizendo que o relacionamento do casal ainda não está rompido e que pode haver reconciliação."
A voz de sua mãe estava embargada pelo choro. "Seu pai está determinado a nos arrastar para essa situação. Ele disse que, se for para se divorciar, ele tem que ficar com todos os bens, sem deixar nada para trás."
Os bens eram uma questão menor, mas a reputação de sua mãe era uma questão séria.
Regis estava determinado a destruir tudo, a arruinar a reputação de sua mãe.
Ela sabia que essa batalha judicial não seria fácil.
Ela ligou o carro.
O carro saiu lentamente do estacionamento e se juntou ao tráfego da hora do rush.
-
À noite.
Sófia pegou Clara e foi visitar sua mãe.
Algumas das lâmpadas do corredor, ativadas por som, estavam queimadas.
Clara segurava o dedo de Sófia e murmurou: "A escada da casa da vovó está tão escura."
Sófia acariciou sua cabeça, sua voz suave: "Não tenha medo, já estamos chegando."
Quando a porta se abriu, a figura de Wanda Guerra parecia especialmente frágil sob a luz amarelada.
Ela usava um pijama de algodão desbotado, o cabelo preso de qualquer maneira. As rugas nos cantos de seus olhos estavam mais profundas do que da última vez, como se ela tivesse envelhecido vários anos da noite para o dia.
"Vovó!"
Clara soltou a mão de Sófia e se jogou nos braços de Wanda, erguendo uma pequena caixa de presente. "Eu trouxe um presente para você! Eu e a mamãe escolhemos uma presilha de cabelo!"
Os olhos de Wanda brilharam instantaneamente. Ela se agachou para receber a criança, sua voz embargada: "Nossa Clara é tão boazinha. A vovó adora presilhas."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...