Lucas olhou para sua atitude despreocupada, e o peso em seu coração inexplicavelmente se dissipou um pouco.
Ele assentiu, seu tom sério: "Certo."
"Nos vemos no cartório amanhã."
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Na manhã seguinte, não havia muitas pessoas na porta do cartório.
Lucas e Geovana entraram lado a lado. Tiraram fotos, assinaram os papéis, carimbaram os documentos. Em menos de meia hora, duas certidões de casamento douradas foram entregues a eles.
Geovana segurava o pequeno livro vermelho, seus dedos traçando suavemente as letras douradas na capa, sentindo de repente que tudo parecia um sonho.
Era como se ontem estivesse preocupada com o casamento arranjado e hoje já fosse a esposa legal de Lucas. A mudança foi tão rápida que a pegou de surpresa.
Quando saíram do cartório, o sol brilhava forte, ofuscando a vista.
Lucas entregou-lhe uma das certidões, seu tom solene: "Geovana, não importa qual tenha sido o motivo inicial deste casamento, a partir de hoje, cumprirei minhas responsabilidades como marido."
Ele olhou em seus olhos, dizendo palavra por palavra: "Se no futuro você quiser o divórcio, quiser buscar sua liberdade, eu cooperarei."
"Sem insistir."
Geovana ficou surpresa por um momento, depois sorriu e guardou a certidão na bolsa: "Fique tranquilo, por enquanto não pensei em divórcio."
"Afinal, o título de Sra. Dutra soa muito bem."
Os dois foram de carro para uma das propriedades da Família Dutra. No escritório, já havia pilhas de documentos sobre Vicente e Vitória.
Lucas estava diante de um mapa, seu dedo apontando para a localização da Antártida, a testa franzida: "A base principal de Vicente é na Antártida, e Vitória também está de guarda por lá."
"Quando chegar a hora, eles estarão ocupados demais e um deles terá que voltar da Antártida para apagar o incêndio."
Geovana fez uma pausa, seu sorriso se aprofundando: "Assim que eles voltarem, teremos nossa chance."
"Ou os forçamos a trocar Sófia e Gregório pela segurança de suas empresas, ou armamos uma emboscada aqui no país e os capturamos de uma vez por todas."
Lucas a observava.
Ele sempre pensou que Geovana era uma herdeira mimada, mas nunca imaginou que ela tivesse uma visão de negócios tão aguçada e uma estratégia tão sólida.
Ele pegou o relatório financeiro, seu dedo deslizando sobre os dados de prejuízo, e a névoa em sua mente se dissipou.
Percebeu que para salvar alguém, nem sempre era preciso invadir o covil do dragão. Às vezes, atacar o ponto fraco do inimigo era a tática mais eficaz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...