Mas Kahn bufou com desdém: "Daniel? Quem é esse? Neste lugar, nós somos a lei!"
Mal terminou de falar, os bandidos avançaram, arrancando sua mochila, seu celular e o relógio em seu pulso.
Seu valioso equipamento também foi todo saqueado.
Renata resistiu desesperadamente, mas foi empurrada com força por um dos bandidos e caiu no chão.
Ela caiu na neve espessa, e o frio cortante atravessou seu traje de proteção, deixando-a rígida e gelada.
"Deixem-na aqui."
Kahn olhou para Renata deitada na neve, seu tom tão frio quanto o vento polar. "Com este frio, em menos de três horas, ela se tornará uma estátua de gelo."
Os bandidos riram alto, pegaram os itens roubados, subiram no veículo de neve e partiram, desaparecendo na distância.
O rugido do motor gradualmente se dissipou na tempestade de neve, deixando apenas Renata, sozinha, deitada na vasta planície de neve.
A neve caía cada vez mais forte, logo cobrindo a maior parte de seu corpo.
O vento cortante açoitava seu rosto como uma faca, a dor era tanta que ela quase perdeu a sensibilidade.
Ela tentou lutar para se levantar, mas sentia como se toda a sua força tivesse sido drenada, até mesmo levantar a mão parecia um esforço imenso.
O desespero a engoliu como uma maré.
Ela olhou para o céu cinzento e, diante de seus olhos, o rosto de Daniel começou a se formar.
Aquele homem que sempre a seguia em silêncio, mas que era o primeiro a correr para protegê-la quando o perigo aparecia.
Parece que ele estava certo.
Este lugar era realmente muito perigoso.
Será que ela nunca mais o veria?
A consciência de Renata foi se esvaindo, suas pálpebras pesadas como chumbo.
Justo quando estava prestes a perder a consciência completamente, ouviu ao longe o som indistinto do motor de um carro.
O som se aproximava, tornando-se cada vez mais claro.
Ela se lembrou do som do motor que ouviu vagamente na tempestade de neve antes de desmaiar, e do que aquelas pessoas disseram: "fomos enviados por Daniel".
Um sentimento indescritível a invadiu.
Ela virou a cabeça, seu olhar fixo na janela.
"Ele... nunca veio?"
Ela perguntou novamente, sua voz carregada de uma esperança que ela mesma não percebeu.
Os lábios do homem se comprimiram em uma linha dura. Ele hesitou por alguns segundos antes de finalmente responder em voz baixa: "Não."
O som do monitor de repente se tornou ensurdecedor.
Renata fechou os olhos lentamente, a luz em seu olhar se apagando pouco a pouco.
Faz sentido. Agora que ele tinha uma noiva oficial, por que ele viria pessoalmente a este lugar de gelo e neve por ela?
As pessoas que ele enviou foram apenas um meio de cumprir uma obrigação para com o pai dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...