A porta foi fechada suavemente, isolando o calor de dentro e levando consigo toda a tranquilidade de Sófia.
Ela sentou-se na cadeira, olhando para a porta com inquietação, seus ouvidos cheios do som da nevasca lá fora.
Um minuto, dois minutos, dez minutos... o tempo passava lentamente, mas Gregório não voltava.
O coração de Sófia ficava cada vez mais pesado, e ela não conseguia mais ficar sentada.
Ela pegou um casaco, correu para a porta e, assim que a abriu, o vento frio a atingiu, fazendo-a tossir.
A noite era escura como tinta, e o brilho da neve iluminava metade do céu.
Sófia apertou os olhos para olhar ao longe, mas de repente congelou no lugar —
Na neve, um grupo de pessoas se movia vagamente em direção à estação de pesquisa, com passos firmes, claramente preparados.
Não eram animais polares.
Eram pessoas vindo atrás deles.
O coração de Sófia se contraiu violentamente, e um calafrio subiu de seus pés até o topo da cabeça.
Ela respirou fundo, prestes a se virar para trancar a porta, quando seu pulso foi subitamente agarrado.
Ela se virou e encontrou o olhar profundo de Gregório.
Ele estava parado atrás dela em algum momento, o rosto mais sombrio que a noite, a palma da mão gelada, mas com uma força surpreendente.
"Não entre em pânico."
A voz de Gregório era extremamente baixa. "Essas pessoas vieram atrás de nós. Entre comigo para pegar o equipamento, precisamos sair daqui imediatamente."
Sófia olhou para a seriedade em seus olhos e entendeu na mesma hora.
Aquelas pessoas provavelmente tinham a ver com o desaparecimento do chip.
Ela assentiu e, puxada por Gregório, correu para dentro de casa.
A luz amarela e quente ainda estava acesa, e a comida na mesa ainda soltava vapor, mas nenhum dos dois tinha mais vontade de comer.
Sófia olhou para seu olhar determinado, assentiu e suprimiu todo o medo.
No momento em que bateram na porta, Gregório puxou Sófia e correu em direção à janela.
A nevasca lá fora ainda uivava, a noite era escura como tinta, mas tornou-se a melhor cobertura para eles.
Os dois pularam pela janela e foram instantaneamente envolvidos pelo vento cortante.
Gregório segurava a mão de Sófia com força, correndo a passos largos em direção à fenda da geleira.
Atrás deles, a porta da estação de pesquisa foi arrombada, seguida por um som caótico.
"Eles fugiram pela janela!"
O grito atrás deles perfurou a nevasca, tão agudo que parecia querer rasgar a vasta noite.
O coração de Sófia se contraiu violentamente, a neve sob seus pés rangendo, cada passo como se estivesse pisando em lâminas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...