"Vou para a Antártida, um lugar com muito gelo e neve, e pinguins adoráveis."
Sófia descreveu com um sorriso, tentando diminuir as preocupações da filha.
"Antártida!" Os olhos de Clara brilharam, mas logo suas pequenas sobrancelhas se franziram. "Eu vi na televisão, lá é super frio. Mamãe, você tem que usar muita roupa para não pegar um resfriado."
Depois de dizer isso, ela correu para o seu quarto e, pouco depois, voltou correndo com duas pequenas caixas bem embaladas nas mãos.
Ela as estendeu para Sófia como se fossem um tesouro: "Mamãe, comprei isso para você com a minha mesada!"
Sófia pegou as caixas e as abriu com cuidado.
Dentro havia dois pares de luvas de lã rosa, com pequenos flocos de neve bordados nas pontas dos dedos, e dois gorros de tricô combinando, com pequenos pompons pendurados na aba, parecendo adoráveis e quentinhos.
Ela pegou o outro par de luvas e o gorro e olhou para Clara, confusa: "Isto também é para a mamãe?"
"Não." Clara balançou a cabeça, com um rosto muito sério. "Este é para o Papai Gregório! A mamãe disse que a Antártida é muito fria, e o papai não está bem de saúde, então ele também precisa usar luvas e gorro quentinhos."
O coração de Sófia foi instantaneamente envolvido por uma onda de calor, e seus olhos não puderam evitar ficar vermelhos.
Ela não esperava que a pequena Clara se lembrasse de Gregório.
Nos últimos dias, embora Gregório não tivesse se aproximado dela intencionalmente, ele sempre trazia pequenos presentes para Clara de vez em quando.
Ele brincava com ela de blocos de montar por um tempo. Talvez tenham sido esses pequenos gestos de carinho que fizeram Clara aceitar esse pai em seu coração.
"Obrigada, Clara. A mamãe adorou, e o papai com certeza vai adorar também."
Sófia abraçou a filha com força, a voz um pouco embargada. "Nossa Clara é mesmo uma menina muito atenciosa."
Clara se aninhou em seu abraço, com as mãozinhas apertando seu pescoço: "Mamãe, volte logo. Vou sentir sua falta."
Na sala VIP do aeroporto internacional, o burburinho de vozes começava a aumentar.
Os membros da equipe de pesquisa, vestindo jaquetas corta-vento azuis-escuras uniformizadas, reuniam-se gradualmente, arrastando suas malas cobertas de etiquetas. O rosto de cada um mostrava uma mistura de expectativa e solenidade em relação ao teste em ambiente extremo.
Gregório estava parado em frente à janela panorâmica, seus dedos roçando distraidamente a borda do celular, o olhar fixo no avião particular prestes a decolar na pista, com uma leve e quase imperceptível ruga na testa.
Faltava meia hora para o embarque. Bruno acabara de relatar a contagem de suprimentos quando o olhar de Gregório foi capturado por uma figura na entrada da sala de espera.
Sófia arrastava uma mala prateada, vestindo uma simples jaqueta corta-vento preta.
Ela caminhava com passos leves, seu olhar atravessando a multidão e pousando precisamente sobre ele.
A testa de Gregório se franziu instantaneamente, e a pressão ao seu redor pareceu despencar subitamente.
Ele se aproximou rapidamente, bloqueando seu caminho: "Quem autorizou? Quem permitiu que você se juntasse à equipe de pesquisa?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...