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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1180

A tosse violenta o fez tremer por inteiro, e uma dor lancinante rasgava seu peito; cada respiração trazia uma sensação de queimação.

Quando ele lentamente tirou a mão, sob a luz do poste, viu em sua palma algumas gotas de um vermelho vivo e chocante.

"Diretor Pacheco!" Bruno saiu correndo do carro em pânico, amparando Gregório que cambaleava. "Como o senhor está? Vamos para o hospital agora!"

Essa situação de tossir sangue não era a primeira vez que acontecia.

Muito antes de sua depressão piorar, Gregório já apresentava sintomas de tossir sangue com frequência devido a anos de exaustão mental e danos cardíacos.

Ele carregava um fardo muito pesado em sua mente, muitas responsabilidades em seus ombros, e nunca teve um momento de verdadeiro alívio.

Essas emoções pesavam em seu coração como pedras e, com o tempo, acabaram por destruir seu corpo.

Gregório acenou com a mão, afastando o apoio de Bruno, e usou todas as suas forças para se endireitar.

Sua voz estava tão rouca que mal podia ser ouvida: "Não precisa, estou bem."

Ele lentamente se sentou de volta no carro, recostou-se no banco e fechou os olhos.

Na escuridão, seu rosto estava pálido como papel, as sobrancelhas fortemente franzidas.

"Eu realmente não sou humano."

Depois de um longo tempo, ele de repente falou em voz baixa.

Como uma leve ondulação em água parada.

Às vezes, saber de algo era uma coisa, mas investigar e pensar profundamente era outra completamente diferente.

Bruno ficou ao lado, atônito, abriu a boca, mas não sabia como responder.

Ele estava ao lado de Gregório há muitos anos, vendo-o chegar onde estava, sabendo quanta pressão inimaginável ele havia suportado, e também sabia o quão profundos eram seus sentimentos por Sófia e Clara.

No entanto, uma vez que certos erros eram cometidos, não podiam ser desfeitos, e a obsessão e a culpa de Gregório apenas o mergulhariam em um sofrimento ainda mais profundo.

"Diretor Pacheco, errar é humano."

Bruno hesitou por um longo tempo antes de dizer em voz baixa: "O senhor não tinha uma visão divina na época, não podia prever tudo, nem planejar tudo."

"A situação naquela época era um beco sem saída; qualquer um ficaria em conflito, e o senhor apenas se afundaria mais e mais fundo."

No final das contas, aquelas que foram mais prejudicadas por suas decisões foram sua amada esposa e filha.

Essa culpa estava destinada a acompanhá-lo por toda a vida.

Gregório respirou fundo, a dor em seu peito ainda nítida.

Assim que o céu começou a clarear.

Sófia acordou na hora de sempre.

Ela se arrumou rapidamente, vestiu uma roupa confortável e se preparou para descer e comprar o café da manhã.

Assim que saiu do prédio, viu o familiar carro preto estacionado lá embaixo.

Sófia parou por um momento, seus passos hesitando.

Ela conhecia aquele carro muito bem, era de Gregório.

Nesse momento, a porta do passageiro se abriu e Bruno se aproximou rapidamente, com uma expressão de ansiedade e preocupação no rosto: "Srta. Lopes, a senhora acordou."

"O que Gregório está fazendo aqui?"

Bruno suspirou e disse em voz baixa: "O Diretor Pacheco passou a noite toda aqui, ele não foi embora."

"E... ele tossiu sangue ontem à noite, a situação não está boa."

O coração de Sófia se apertou de repente, e ela instintivamente olhou para o carro, através da janela, podia ver Gregório recostado no banco.

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