Uma vez que essa ideia surgiu, ela cresceu como uma trepadeira selvagem, envolvendo-o até deixá-lo sem fôlego.
Ele pisou no freio bruscamente, o carro parou na beira da estrada e o ronco do motor cessou de repente.
A noite se adensava, e o rosto de Gregório parecia extraordinariamente solene na luz fraca.
Ele pegou o celular e ligou para Bruno Barros: "Vá imediatamente ao Hospital Central da Cidade, consiga os registros do aborto espontâneo e o prontuário de internação de Sófia, o mais rápido possível."
Do outro lado da linha, Bruno hesitou por um momento, e embora não entendesse, respondeu imediatamente: "Sim, Diretor Pacheco, cuidarei disso agora mesmo."
Desligando o telefone, Gregório ligou o carro e dirigiu diretamente para o Hospital Central da Cidade.
Naquela época.
Ele estava apenas imerso no desejo de que ela fosse feliz com Lucas.
Ao vê-la com Lucas, seu coração se enchia de amargura.
Mas ele só podia observar.
Ele também não ousava pensar profundamente sobre aquela criança.
O carro parou no estacionamento do hospital. Gregório sentou-se no carro, esperando. As pontas de seus dedos estavam geladas, mas seu coração batia com uma violência anormal.
Cada minuto, cada segundo era uma tortura; ele ansiava por saber a verdade, mas também a temia.
Não se sabe quanto tempo passou antes que o telefone de Bruno tocasse.
"Diretor Pacheco, encontrei os arquivos. Devo levá-los até o senhor agora?"
Gregório disse: "Traga diretamente para o carro."
Minutos depois, Bruno se aproximou rapidamente com uma pilha de documentos.
Ele abriu a porta do passageiro, sentou-se e entregou os documentos: "Diretor Pacheco, aqui estão os registros de internação e os arquivos relacionados ao aborto espontâneo da Srta. Lopes, todas as informações estão aqui."
Gregório pegou os documentos.
Ele respirou fundo e lentamente abriu a primeira página.
Data de internação, diagnóstico, registro cirúrgico... cada palavra entrava claramente em seus olhos, como um martelo pesado, golpeando seu coração com força.
Quanto mais pensava, mais sentia uma dor sufocante no coração.
Gregório não disse nada, apenas abriu a porta do carro bruscamente e saiu cambaleando.
Ele precisava de ar fresco, precisava acalmar um pouco seus pensamentos caóticos, mas a dor em seu peito se tornava cada vez mais intensa, como se uma mão invisível apertasse firmemente seu coração.
Ele não voltou para a empresa, nem para casa, mas dirigiu novamente para o condomínio de Sófia.
O carro parou em frente ao prédio dela, as luzes do andar de cima já estavam apagadas, indicando que Sófia provavelmente já estava descansando.
Gregório se apoiou na lataria do carro, olhando para a janela escura, seu olhar tão profundo quanto tinta que não se dissolve.
Seus punhos estavam cerrados ao lado do corpo, as unhas cravadas profundamente na palma da mão, sem perceber o sangue que começava a escorrer.
O vento noturno trazia um arrepio, mas não conseguia dissipar o calor e a dor em seu coração.
Ele não sabia há quanto tempo estava parado ali embaixo, sentindo como se o tempo tivesse congelado, e o silêncio ao redor o inundou como uma maré, afogando-o.
De repente, um acesso de tosse violenta e incontrolável subiu por sua garganta, e Gregório se curvou bruscamente, cobrindo a boca com a mão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...