"Tudo bem, mamãe, tome cuidado." Clara assentiu, e então, como se lembrasse de algo, acrescentou: "Mamãe, é o papai que vai te levar?"
Sófia parou por um instante e depois sorriu, assentindo: "Sim, é ele."
"Que ótimo!" Clara pulou de alegria. "Mamãe, trate de se dar bem com o papai, eu gosto muito dele."
Sófia acariciou a cabeça da filha, com o coração aquecido: "Eu sei, querida, eu vou."
Sófia desceu e entrou no carro de Bruno.
O carro se movia suavemente, e Sófia se recostou no banco, observando a paisagem urbana pela janela, com o coração cheio de expectativa e apreensão.
Ela não sabia se essa ida ao hospital seria um ponto de virada em seu relacionamento ou se, como antes, eles continuariam separados por uma parede invisível.
O carro logo chegou à entrada do hospital. Bruno estacionou e disse: "Srta. Lopes, o Diretor Pacheco já está esperando pela senhora lá dentro. Vou acompanhá-la."
Sófia assentiu e seguiu Bruno para dentro do hospital.
O consultório de Renata ficava no terceiro andar. Assim que chegaram à porta, viram Gregório parado no corredor, vestindo um terno escuro bem cortado, com uma postura imponente que atraía os olhares das enfermeiras que passavam.
Ao ver Sófia, os olhos de Gregório brilharam e ele se aproximou rapidamente: "Você chegou. A dor de cabeça melhorou?"
"Bem melhor."
Sófia assentiu, com o olhar um pouco evasivo.
"Vamos entrar, Renata já está nos esperando."
Disse Gregório, abrindo a porta do consultório.
Lá dentro, Renata estava sentada à sua mesa, lendo alguns documentos. Ao vê-los entrar, ela sorriu e se levantou: "Chegaram? Sentem-se, por favor."
Sófia e Gregório sentaram-se no sofá, e Bruno, muito sensato, retirou-se e fechou a porta.
"Sófia, você não tem descansado bem ultimamente, não é? Sua aparência não está muito boa."
Renata olhou para Sófia com um tom de preocupação.
Não era para ele que tinham vindo consultar? Por que ela foi examinada primeiro?
Gregório foi o primeiro a quebrar o silêncio: "O trabalho tem sido muito intenso ultimamente? Não se esforce demais, sua saúde é o mais importante."
Sófia apertou a receita que acabara de receber, as pontas dos dedos tensas, o rosto ainda com uma expressão de espanto.
"Não viemos aqui para você se consultar?"
Ela se virou para Gregório. "Por que Renata acabou me examinando primeiro?"
Gregório sentou-se em uma cadeira ao lado, passando os dedos levemente pelo punho da camisa.
O homem olhou para o rosto dela, com uma ternura quase imperceptível: "Você nunca gostou de ir ao médico, sempre adiava. Se eu não dissesse dessa forma, você provavelmente não teria vindo."
Ele conhecia bem a natureza de Sófia: aparentemente forte e independente, mas sempre negligente com a própria saúde, especialmente quando se tratava de ir ao médico, fugindo sempre que podia.
Se não fosse pelo pretexto de que ele precisava de tratamento, ela jamais teria colocado os pés em um hospital.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...