"Não precisa."
Renata respondeu sem virar a cabeça, seu tom carregado de impaciência.
Ela precisava de ar fresco naquele momento e não queria ser controlada.
Daniel não a contrariou, contornando silenciosamente a frente do carro para entrar no banco do passageiro.
Mas no instante em que ele estava prestes a abrir a porta, Renata pisou fundo no acelerador. O carro disparou como uma flecha, deixando para trás apenas um rastro de fumaça e a poeira que se levantou.
Daniel ficou paralisado, observando o carro se afastar, suas sobrancelhas fortemente franzidas e um vislumbre de preocupação em seus olhos.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, depois se virou e caminhou em direção a outro carro no estacionamento — um veículo reserva que ele mantinha preparado, sempre com o tanque cheio.
No momento em que abriu a porta e entrou, seu celular tocou.
Ele atendeu. "Alô."
"Senhor, tivemos um problema no cais. O senhor precisa vir."
O tom de Daniel era frio como gelo: "Resolva você mesmo."
Dito isso, ele desligou o telefone diretamente e, sem hesitar, ligou o carro, acelerando na direção em que Renata havia partido.
Mas mal havia avançado alguns metros quando o telefone tocou novamente, era a mesma pessoa.
"Senhor, eles disseram... que sabem o paradeiro da Srta. Rocha e disseram que vão..."
A voz de seu subordinado estava trêmula, e ele não se atreveu a terminar a frase.
O semblante de Daniel escureceu instantaneamente, e a pressão ao seu redor tornou-se esmagadora.
"Uma ameaça? Elimine-os. Preciso ensinar como se faz?"
A pessoa do outro lado da linha estremeceu com seu tom e respondeu apressadamente.
"Sim, senhor! Vou resolver isso imediatamente!"
Ele desligou.
Daniel pisou ainda mais fundo no acelerador, e a velocidade do carro atingiu o limite.
As luzes dos postes passavam rapidamente por seu rosto, revelando sua mandíbula tensa e a fúria contida em seus olhos.
Renata tinha um temperamento forte de menina rica, mimada e orgulhosa.
Ela sabia que, não importava o que acontecesse, Daniel estaria logo atrás, que ele não a deixaria.
Por isso ela era teimosa, fazia o que bem entendia.
Afinal, aquele homem era como uma sombra da qual ela não conseguia se livrar.
Estava sempre seguindo seus passos.
Renata olhou pelo retrovisor e, como esperado, viu o carro familiar.
Ela deu uma risadinha desdenhosa.
Por alguma razão, sentiu um tédio imenso.
Foi nesse exato momento que seu pai ligou.
"Renata, daqui a dois dias vou trocar seu guarda-costas. Ele vai ficar noivo."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...