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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1123

Em incontáveis noites, ele sonhou com a morte dela e da filha deles.

A dor parecia tão real, como se tivesse acontecido de verdade.

A voz de Gregório estava um pouco rouca.

Ele não conseguia se perdoar.

Sófia olhou para ele assim, seus lábios se moveram levemente, querendo dizer algo, mas sem saber por onde começar.

Gregório disse: "Está ficando tarde, quer que eu te leve para casa?"

Sófia balançou a cabeça. "Eu vim com o meu carro."

"Então, dirija com cuidado."

Sófia olhou para Gregório.

Seus sentimentos estavam extraordinariamente confusos. Parecia que eles haviam esclarecido tudo.

Mas a distância entre eles continuava ali, impossível de ser encurtada.

Como se estivessem a milhares de quilômetros um do outro.

O coração de Sófia se apertou dolorosamente.

Será que não havia mais chance para eles?

Sófia deixou a mansão.

Gregório permaneceu rígido no mesmo lugar.

Seu coração, no entanto, parecia ser esmagado por uma mão invisível, e até mesmo respirar trazia uma dor surda.

Ele respirou fundo, tentando acalmar a tempestade de emoções, mas seu braço começou a tremer incontrolavelmente, os dedos tremendo tanto que mal conseguia esticá-los.

O suor frio em sua testa escorreu pela linha da mandíbula, e uma dor aguda e familiar surgiu das profundezas de seus nervos, como se inúmeras agulhas o perfurassem ao mesmo tempo, turvando sua visão gradualmente.

Ele cambaleou em direção à sua mesa de trabalho, querendo tomar seus remédios.

Mas assim que seus dedos tocaram o frasco frio, ele se lembrou das palavras de Renata Rocha: "Se continuar se medicando por conta própria, nem um milagre poderá salvá-lo!"

O movimento de Gregório parou, os nós de seus dedos ficaram brancos.

Daniel franziu os lábios, seu tom sem qualquer traço de emoção: "Eu não vou me afastar um passo sequer da senhorita."

Renata ergueu o rosto para olhá-lo, um traço de resignação em seus olhos. "Por que ser tão inflexível? É só por um momento. Que perigo poderia haver?"

Ali era sua clínica particular, com segurança reforçada, e ela estava apenas em um ambiente fechado; não havia necessidade de ser vigiada a todo momento.

Mas Daniel permaneceu parado, como uma estátua incansável, seu olhar firmemente preso nela, sem qualquer sinal de ceder.

A linha de pensamento de Renata para seu artigo foi completamente quebrada, e uma onda de irritação a invadiu.

Ela se levantou bruscamente, pegou o casaco do encosto da cadeira e saiu. "Deixa pra lá, eu mesma vou."

Daniel a seguiu imediatamente, seus passos rápidos, mas sempre mantendo uma distância apropriada.

Ao chegarem ao estacionamento.

Renata foi direto para seu carro, abriu a porta do motorista e entrou.

Daniel parou do lado de fora, seu tom ainda respeitoso: "Senhorita, eu dirijo."

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