Naquele momento, dois carros de luxo também chegaram, um após o outro.
— Senhor Henrique!
Antes mesmo que o carro parasse, uma voz ansiosa interrompeu Henrique e Lorena, que estavam prestes a entrar no restaurante.
Henrique franziu a testa, descontente.
Lorena olhou para trás com curiosidade.
Logo, uma jovem vestindo um longo vestido tomara que caia desceu graciosamente do carro.
Mas, ao ver Henrique parado, ela jogou o cabelo para o lado e caminhou com um gingado charmoso.
Lorena olhou para a figura familiar e não pôde deixar de erguer os cantos dos lábios. Era uma conhecida.
— Senhor Henrique, é uma honra encontrá-lo hoje. Não tenho acompanhante masculino esta noite, você poderia gentilmente me oferecer um braço para me levar para dentro?
Sandra nem sequer olhou para a garota de braços dados com Henrique.
Ela sempre gostou de Henrique, achava-o maduro, elegante e muito charmoso.
Além disso, sabia que Henrique nunca tinha assumido publicamente uma namorada ou noiva, então tinha muita certeza de que a garota ali era, muito possivelmente, apenas uma acompanhante temporária de Henrique.
Portanto, sem esperar a resposta de Henrique, ela foi para o outro lado dele e estendeu a mão para segurar seu braço.
— Eu recuso, e por favor, mantenha distância de mim. — Henrique recusou diretamente, e puxou Lorena dois passos para o lado, aumentando a distância.
Sandra não podia acreditar, o sempre gentil e educado Henrique havia a rejeitado.
E ainda por cima em público!
Henrique, no entanto, não tinha a intenção de lhe dar atenção. — Lorena, vamos.
Lorena?
Tão íntimo!
Sandra ficou tão irritada que seus grandes lábios vermelhos formaram um bico. Quem era aquela garota vestida como uma espiga de milho!

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