Daniel Rossi segurava os binóculos, acompanhando os movimentos de Adler. Ele só relatou a situação para Lorena quando teve certeza de que ele havia sido levado até Mara.
Para não fazer muito barulho, Lorena não levou muitas pessoas no ataque surpresa.
Além de Daniel Rossi de vigia do lado de fora e de Adler atraindo a atenção de Mara do lado de dentro, só estavam ela e Percival Capelo.
— Certo, entendi.
Lorena e Percival Capelo estavam deitados no telhado de Mara no momento. Eles não haviam se movido por medo de fazer barulho.
Agora que tinha a confirmação de Daniel Rossi, ela encostou o ombro em Percival Capelo, que brincava com o cabelo dela: — É hora de agir.
Percival Capelo olhou para ela.
O brilho suave da lua caía em seus olhos, suavizando a frieza em seu rosto e trazendo um toque de ternura.
Ele afagou a cabeça dela: — Tudo bem. Eu vou fazer o trabalho. Tome cuidado e não se machuque, senão cancelarei este plano.
— Certo, pode ficar tranquilo. — Lorena passou o pacote de remédios para ele.
Percival Capelo deslizou cuidadosamente do telhado e, coberto pela escuridão, se esgueirou pelas beiradas até chegar aos barris de água da tribo.
Ele olhou ao redor com atenção, rasgou o pacote e jogou o remédio lá dentro.
O pó branco dissolveu na água instantaneamente.
Após o sucesso, Percival Capelo preparou-se para dar a volta pelo outro lado.
Nesse momento, Lorena notou que um homem com pinturas pretas caminhava na mesma direção. Se eles passassem pelo barril de três metros de altura, com certeza se encontrariam.
Ela sacou imediatamente o estilingue que havia preparado de sua bolsa.
— Fss —
Uma pedra atingiu a nuca do homem com precisão.
Sem sequer ter tempo de reagir, ele caiu.


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