Mas assim que os dois se viraram para correr, viram uma figura magra saindo das sombras.
A noite soprava os cabelos dela, fazendo-os cair no peito.
Vendo de longe, parecia meio macabro.
— Ah!
Um deles perdeu as esperanças e virou-se para fugir.
Mas mal deu dois passos, foi chutado, sendo jogado de costas.
Caiu inconsciente no chão de imediato.
— Fabrício!
O companheiro dele gritou alto; e, ao ver que ele continuava apagado, olhou em alerta para trás.
Viu apenas um homem alto saindo daquele lado.
O rosto da outra pessoa era bonito, e a postura era imponente; logo se via que ele não era alguém comum.
— Quem é você!
— Você não precisa saber.
O olhar de Percival se misturou com a noite.
Seu corpo todo era como uma estátua silenciosa, espalhando um charme de tirar o fôlego.
O homem percebeu que as coisas não iam bem e levantou as pernas, tentando fugir.
Mas ainda era tarde demais; com uma dor atrás da cabeça, caiu logo no chão.
Vendo isso, Lorena não relaxou: ela tateou na bolsa até achar duas pílulas vermelhas escuras, e as colocou, uma a uma, na boca de cada homem.
— Isso é uma droga entorpecente de ingestão oral. Quem tomar só vai acordar em um dia e uma noite, então o nosso tempo será mais que suficiente.
Percival entendeu: — Como sempre, Lorena pensou em tudo.
Lorena o olhou de leve e disse com gentileza: — Pare de conversa furada e pegue as placas de identificação deles logo; depois, vista as roupas deles e faça um leve disfarce para não revelar nossas identidades.
— Tá bom.

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