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A Esposa Invisível romance Capítulo 8

Sendo Arthur quem fez o convite, ninguém ousaria desdenhar de sua presença. Ele era um prodígio nos investimentos de Porto Real, invicto, que fazia o império da Família Diniz crescer a cada passo. Aliar-se a ele significava ficar um degrau mais próximo da elite.

Sem contar que o Restaurante Mont Noir funcionava sob reservas estritas e era voltado apenas para os mais ricos, com um consumo mínimo de dez mil por pessoa. Ninguém perderia uma oportunidade como aquela.

Era evidente que Arthur não poupava despesas com Sophia. Mimava e protegia a garota a todo custo, com receio de que ela sofresse alguma injustiça no hospital, ao ponto de gastar uma fortuna só para que ela fizesse amizades no trabalho.

Quanto mais tempo Beatriz ficava ali, mais sentia o peito apertar. Queria sair para tomar um ar, mas o Diretor Cardoso ainda estava presente, então ela não podia sair sem permissão.

Sophia sorriu docemente enquanto se apoiava no braço de Arthur:

— Meu namorado está pagando, então, por favor, não façam cerimônia. Façam questão de ir!

A jovem garota parecia extremamente frágil e delicada ao lado do homem alto. Com a sua figura miúda contrastando com os ombros largos e a cintura estreita dele, a silhueta alta e imponente do homem a complementava de tal modo que os dois pareciam um casal perfeito.

— O seu namorado é muito bonito... — Alguém começou a elogiá-lo: — Ele te mima de verdade. Dá para ver que ele te ama muito.

Sophia também sentiu aquele afeto e todo o seu rosto se iluminou. Ela virou o olhar para a direção do Diretor Cardoso:

— Diretor Cardoso, ultimamente não tenho me sentido muito bem. Eu poderia solicitar aquele escritório ao lado para mim?

O Diretor Cardoso paralisou por um segundo, e todos no recinto olharam imediatamente para Beatriz.

Aquele era o escritório do chefe do departamento, de uso exclusivo de Beatriz. Como ela era bastante acessível, costumava passar boa parte do tempo trabalhando junto de todos na área comum.

Sophia achou que o escritório estivesse desocupado.

Isadora Ribeiro esteve com o rosto fechado desde o início. A vaga na pós-graduação que Sophia conseguira era, originalmente, a sua. E agora a novata tentava, com arrogância, tomar o escritório dos outros.

Como Isadora era muito próxima de Beatriz, não aguentou mais ouvir aquilo e disparou:

— Aquele escritório pertence à Dra. Cavalcante.

Ao ouvir isso, Sophia ficou um pouco constrangida. Ela mordeu o lábio e assumiu um ar de inocência:

— Ah, eu achei que não tivesse ninguém... Me desculpem.

Ela direcionou um olhar repleto de culpa para Beatriz:

— Dra. Cavalcante, eu não sabia que aquele escritório era seu. Aliás, você ainda salvou a minha vida naquela noite. Eu realmente não fiz por mal.

A voz do homem soava calma, mas carregava a autoridade e o peso de um líder absoluto. Não era um pedido, era uma ordem.

Isadora se pronunciou novamente:

— Mas aquele é o escritório da diretoria. Isso foge completamente às regras...

O Diretor Cardoso interrompeu e bateu o martelo:

— Vamos fazer dessa forma. Afinal, com uma gravidez, todo cuidado é pouco. Beatriz, por favor, faça esse favor a ela por enquanto. De qualquer maneira, você sempre gostou de ficar por aqui na área comum com todos os outros.

Como Arthur era, afinal, o investidor bilionário que patrocinava as vontades de Sophia, o Diretor Cardoso sabia exatamente de que lado ficar. Era apenas um escritório, não custava nada cedê-lo.

— Dra. Beatriz, a Sophia está grávida. Como obstetra, você sabe que gestantes têm o corpo mais frágil. Ainda mais no caso da Sophia, que tem uma condição muito delicada, algo que você também conhece.

Arthur olhou para Beatriz e, num raro momento, ofereceu uma justificativa:

— Dra. Beatriz, você não chegaria ao ponto de implicar e se importar com algo tão pequeno vindo de uma garotinha, não é?

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