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A Esposa Invisível romance Capítulo 5

O pulso da mulher era muito fino, macio como se não tivesse ossos, ao ponto de parecer que um simples puxão poderia quebrá-lo; de fato, não havia muita carne em seu corpo.

As sobrancelhas do homem franziram imperceptivelmente.

Parecia não gostar daquela versão dela, cada vez mais ressecada e sem graça.

Beatriz sentiu o calor escaldante da mão dele, seu coração estremeceu, e ela se virou para encará-lo.

Foi de encontro direto com o olhar gélido dele:

— Está fingindo o quê? Fazendo birra só porque está com raiva de eu estar com a Sophia?

Para ele, o mal-estar físico não passava de um fingimento. Quando alguém não gosta de você, mesmo que você se enforque, ele achará que é apenas um jogo.

— Arthur... — Beatriz estava verdadeiramente exausta. Olhando para ele, só sentiu uma profunda impotência naquele instante.

Respirou fundo:

— Eu não sou tão imatura assim. Solte-me.

— Ha! — Arthur soltou a mão dela. — Você agora é a médica da Sophia, e o bebê dela é a sua responsabilidade. Terá de cuidar muito bem dessa gestação.

No instante em que ele a soltou, as pernas de Beatriz cederam. O mundo inteiro girou; sua cabeça estava zonza e o corpo mole. De repente, ela pendeu para a frente.

Ela caiu bem nos braços de Arthur. O peito do homem era duro, largo e, ao mesmo tempo, muito quente. Um porto seguro, sólido e firme — mas não era o dela.

— Se jogando nos meus braços? — Arthur baixou os olhos e a empurrou: — E ainda diz que não está com raiva de eu ter assumido a Sophia publicamente.

— A condição da Sophia é delicada e ela precisa de cuidados meticulosos. Quero que você me diga exatamente tudo o que ela pode e não pode fazer, e o que pode ou não comer.

Beatriz abriu um sorriso amargo e instintivamente tocou a própria barriga, sentindo o coração sendo apunhalado:

— Você se importa tanto assim com ela e com o bebê que ela carrega?

— E o que mais seria? — Arthur retrucou: — Assim que me disser, deixo você descansar.

Logo depois, acrescentou:

— O caso da Sophia não pode esperar.

Ela deduziu que ele estava com pressa para se encontrar com Sophia.

Beatriz virou o rosto para não olhá-lo, fechou os olhos, serrou os punhos e tomou a maior decisão de sua vida:

— Arthur, vamos nos divorciar.

No seu tom, transpareciam desespero e amargura.

O homem, que dava passos largos em direção à saída, parou de repente.

Virou-se para encarar a palidez extrema dela:

— Beatriz, acha isso divertido? Sentir ciúmes e fazer esse joguinho de se fazer de difícil só perde a graça depois de tantas vezes.

O céu lá fora já escurecera, e uma neblina cobria a mansão como um véu sombrio. Beatriz sussurrou:

— Não estou brincando com você.

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