A expressão de Arthur endureceu, exalando um frio cortante ao seu redor.
— Mãe! — Heloísa Diniz se apressou a interferir. — Por maiores que sejam os erros do Arthur, a Bia já está grávida. Não podemos deixar que a criança nasça em uma família partida, não é verdade?
— Como diz o ditado: melhor destruir dez templos a arruinar um casamento. O que a senhora está tentando fazer?
Embora a Matriarca estivesse em idade avançada, sua mente ainda era lúcida e aguçada.
Com o rosto severo, ela retrucou:
— Quando a criança nascer, será mimada e criada com todos os luxos da Família Diniz! Por pior que seja a situação, terá uma vida muito superior à das crianças comuns!
— Estamos em uma sociedade moderna, de onde você tirou essa mentalidade arcaica e retrógrada? Quer dizer que uma mulher grávida não tem o direito de se divorciar? Não tem o direito de buscar a sua própria felicidade?
Heloísa Diniz moveu os lábios, querendo replicar, mas não achou argumentos, engolida pelo sermão implacável da Matriarca.
Ela jamais imaginara que a preparação para um evento tão alegre fosse terminar dessa maneira.
— Arthur! — Heloísa Diniz mudou seu alvo, encarando seu filho com um olhar afiado. — Eu não tenho como limpar a bagunça que você fez. Resolva isso sozinho!
No fundo, ela sabia muito bem do que o seu filho realmente queria.
Arthur ergueu os olhos e olhou para a Matriarca:
— Avó, eu não aceito o divórcio. E o filho da Sophia nunca foi meu.
Beatriz virou o rosto, olhando-o estupefata.
Ela duvidava da veracidade de suas palavras. Só porque ele dizia não ser o pai, significava que de fato não era?
Se não fosse dele, depois de tanto mimar Sophia, ele simplesmente toleraria ser traído daquela forma?
Ao escutar aquilo, a Sra. Lemos ficou transtornada de imediato.
— Isso é uma completa baboseira! Tem a ousadia de fazer, mas falta a coragem de assumir, não é mesmo? A minha filha já perdeu a criança, não há provas agora. Quer dizer que qualquer absurdo que saia da sua boca é a pura verdade?!
Ela olhou para a Matriarca choramingando, assumindo um ar vitimizado.
— Matriarca, a senhora precisa fazer justiça por nossa família! A minha filha está no auge da juventude e foi enganada pelo seu neto até chegar a esse ponto. Como ela vai arranjar um casamento depois de tudo isso?

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