Ela se apressou para controlar a situação:
— Mãe, volte a descansar primeiro. Deixe esses assuntos comigo e com o Arthur para resolvermos, a senhora precisa se lembrar de não ficar brava ou alterada.
A Matriarca puxou o ar fundo, tentando abrandar suas emoções:
— Eu estou velha, não burra. Não achem que eu não sei o quanto a Bia sofreu nas minhas costas!
Ela estava consumida pela ira e, segurando sua bengala, desferiu um forte golpe nas costas de Arthur.
— Fala! Você realmente foi arrumar uma amante lá fora, e ainda por cima a engravidou?
Embora a Matriarca já tivesse certa idade, a força do golpe não havia sido nada leve.
O homem deixou escapar um ligeiro gemido abafado.
Aquele golpe de bengala fez o coração de Beatriz sobressaltar-se em choque.
Heloísa Diniz, que tinha em Arthur o seu único filho, sentiu uma dor enorme no peito:
— Mãe, acalme-se, por que bater nele se o Arthur já é um homem feito?
A Matriarca batia o pé de raiva, e a sua respiração já estava visivelmente mais ofegante:
— Arthur, de joelhos!
A presença da Matriarca era avassaladora. Apesar de os assuntos grandes e pequenos da Mansão Diniz estarem agora sob o comando de Heloísa Diniz, a aura autoritária da Matriarca não havia se apagado.
Parecia que, dessa vez, ela estava verdadeiramente enfurecida, e nem Heloísa Diniz ousou interceder por ele.
Arthur comprimiu ligeiramente os lábios e abaixou-se de joelhos, lentamente, na frente da Matriarca, com as costas rigidamente retas.
A Matriarca os observava de cima para baixo, com postura arrogante e intimidante:
— Me explique isso direito. O que essa pessoa está dizendo é verdade?
Arthur baixou ligeiramente o olhar e não pronunciou uma única palavra.
A Matriarca deu um riso frio:
— Não vai falar?
Ela se voltou para Beatriz:
— Bia, me diga você! O Arthur, não bastasse arrumar uma amante lá fora, ainda a deixou grávida?

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