— Você não é quem mais gosta de impor condições? Estou apenas negociando com você. — declarou Beatriz. — Se você não concorda, então vamos esticar isso até o fim.
O rosto pálido de Arthur ficou ainda mais sombrio. Ele respirou fundo e, de repente, virou o rosto, tossindo várias vezes.
Jonas Mendes levou um grande susto ao presenciar a cena.
— Sr. Diniz, lembre-se do que o médico disse. Por favor, não se irrite, não deixe suas emoções oscilarem tanto... — O secretário apressou-se em dar tapinhas nas costas de Arthur.
Aquele gosto metálico de sangue voltou a subir por sua garganta.
Ao ouvir a exclamação do Sr. Mendes, o coração de Beatriz apertou-se involuntariamente.
Logo em seguida, ouviu-se o som do telefone sendo desligado.
Beatriz franziu as sobrancelhas, olhando para a tela do celular que indicava o fim da chamada, enquanto uma inquietação agitava suas emoções.
O que estava acontecendo com ele...
Justo quando Beatriz hesitava se deveria ou não ligar de volta para perguntar sobre a situação dele, Arthur enviou uma mensagem: [Beatriz, faça a escolha que deve fazer.]
Aquela frase parecia carregar uma ameaça velada.
Mesmo através da tela, Beatriz sentiu uma onda de sufocamento.
Ela respirou fundo, bloqueou o celular e fechou os olhos levemente.
Decidiu não responder à mensagem.
Não havia mais sentido em continuarem conversando.
Com um homem como Arthur, era simplesmente impossível argumentar com a razão.
Depois daquela noite, não houve mais nenhuma notícia de Arthur.
Beatriz agiu como se nada tivesse acontecido, concentrando-se em seus estudos de finanças e evitando pensar em qualquer coisa relacionada a ele.
O tempo voou, e assim se passaram três dias.
Seu irmão também havia se mudado da casa onde moravam.
No Hospital Santa Marina, Arthur olhava para o celular em sua cama. Não havia nenhuma mensagem de Beatriz, nem sequer uma ligação.
— Sr. Mendes. — Arthur chamou seu secretário.
Jonas entrou de forma respeitosa.
— O que ela esteve fazendo nestes três dias?
Ao ser questionado sobre Beatriz, Jonas sentiu um leve nervosismo. O Sr. Diniz não perguntava sobre a esposa havia três dias, e agora que voltava a questionar, ele realmente se preocupava com o estado de saúde do chefe.
— A senhora passou esses últimos dias estudando na escola. — Jonas abaixou levemente o olhar.
Arthur curvou os lábios, soltando um sorriso frio e sarcástico.

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