Vivienne se vira bruscamente, o rosto ficando perigosamente próximo ao dele. O olhar intenso de Dominic a prende, e, antes que ela consiga reagir, os dedos dele deslizam até seus cabelos, segurando-os com firmeza, como se soubesse exatamente como fazê-la perder o controle. Em um movimento inevitável, seus lábios encontram os dela em mais um beijo que parece ter se tornado seu vício particular.
— Dominic! — Vivienne exclama, rompendo o contato, mas sua voz trai o tremor que percorre seu corpo. O calor da proximidade dele ameaça destruir qualquer resquício de determinação. — Qual é o seu problema? — Questiona, tentando, sem sucesso, recuperar o controle, enquanto suas mãos se apoiam no peito dele. Por um instante, ela se permite sentir o ritmo acelerado do coração dele, antes de empurrá-lo com menos convicção do que gostaria. — Você está me irritando! — Adverte, embora a firmeza em sua voz seja menor do que desejava. Agarra o sanduíche da bancada e dá uma mordida apressada, numa tentativa de redirecionar sua atenção e não ceder à tentação que ainda paira entre eles. — Volte para a cama agora mesmo.
Dominic não se move. Em vez disso, inclina-se levemente, os olhos ainda fixos nela, e um sorriso perigosamente sugestivo surge em seus lábios.
— E deixar você aqui sozinha, com tantas desculpas prontas para fugir de mim? — Dominic provoca, o tom baixo e carregado de intenções que ele nem tenta esconder.
Antes que Vivienne possa responder, uma risada alta ecoa pela cozinha. Joana, ainda na chamada, gargalha do outro lado da linha. A súbita lembrança da ligação faz os olhos dela se arregalarem, um lampejo de vergonha passando por sua expressão.
— Boa tarde, senhorita Lima. — Cumprimenta, a voz carregada de presunção, com um tom que parece quase feito para provocar. A expressão de Vivienne endurece instantaneamente, os olhos lançando um olhar de advertência que ele ignora completamente.
— Boa tarde, senhor Muller. — Joana responde, a diversão evidente em sua voz, imaginando claramente o quanto aquilo está deixando a amiga furiosa.
— Senhorita Lima, sem querer ser grosso, mas já sendo. — Começa, o sorriso em seus lábios carregando uma arrogância que faz Vivienne cerrar os punhos. — Você está interrompendo um momento particularmente interessante. — Afirma, sua mão se movendo em direção ao rosto de Vivienne, apenas para ser interceptada por um tapa rápido e preciso. — A senhorita Bettendorf retornará sua ligação assim que terminarmos nossa conversa. — Conclui, com calma, encerrando a chamada abruptamente com um toque firme no celular e sem sequer piscar.
— Mas que droga, Dominic! — Explode, quase gritando, os dedos frenéticos digitando uma mensagem apressada de desculpas para Joana. — Quem você pensa que é para fazer algo assim? — Pergunta, suas mãos se levantando no ar, divididas entre a vontade de esbofeteá-lo e a necessidade de manter o mínimo de controle.
Dominic, no entanto, parece completamente imperturbável. Ele a encara com um olhar fixo, quase hipnotizante, e dá um passo à frente, invadindo seu espaço pessoal, cada movimento dele irradiando uma confiança que parece testá-la de propósito.
— Estamos no meio de algo importante, senhorita Bettendorf. — Responde, a voz baixa, mas cheia de autoridade e um tom sedutor que parece vibrar no ar entre eles.

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