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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 36

Noah agarra seu pé com ambas as mãos, a dor pulsando onde ela o acertou. Com dificuldade, ergue-se usando a parede como apoio, seu olhar fixo no elevador onde ela desapareceu, ainda processando aquela explosão inesperada. Mancando visivelmente, arrasta-se em direção à saída do prédio, seu orgulho tão ferido quanto seu corpo.

No interior do elevador, Vivienne sucumbe completamente ao descontrole que tentava segurar. Suas costas batem violentamente contra o metal gélido, enquanto seu corpo desaba no chão, como se suas pernas tivessem esquecido como funcionar. Sua cabeça tomba entre os joelhos, enquanto o oxigênio parece ter sido sugado do ambiente, cada tentativa desesperada de respirar mais sufocante que a anterior, seu peito subindo e descendo num ritmo alarmante.

— Vivienne? — A voz aveludada ecoa pelo espaço confinado, fazendo-a erguer o rosto bruscamente, seus olhos desfocados, finalmente registrando que chegou ao seu andar. — Você está bem? — A mulher pergunta, claramente alarmada.

— Sim, sim, sim, tudo bem, perfeitamente bem, absolutamente bem. — Vivienne dispara, numa repetição frenética de palavras, praticamente se j**a para fora do elevador, tropeçando nos próprios pés na pressa de alcançar seu apartamento. — Droga, droga, droga! — Murmura, incessantemente, ao bater à porta com força desnecessária, seus passos erráticos e desgovernados a levando até a cozinha. Com dedos que tremem descontroladamente, arranca gavetas inteiras do lugar, seu conteúdo espalhando-se pelo chão, até finalmente encontrar um saco de papel, deixando-se desabar no piso. O papel pressiona seus lábios com força, enquanto ela tenta desesperadamente lembrar como se respira normalmente. — Não posso surtar, não posso surtar, não posso surtar, não posso, não posso. — Repete, as palavras saindo cada vez mais rápidas e desconexas, interrompidas por risadas histéricas que parecem arranhar sua garganta. — Ai, meu Deus, eu surtei, eu surtei completamente. — Murmura, em meio a um turbilhão de lágrimas e gargalhadas que parecem não ter controle nem fim. Seu corpo ainda no piso gelado, uma perna dobrada, o saco de papel amassado contra seus lábios, enquanto seus olhos fixam-se no teto, sua mente num looping infinito tentando processar como sua vida implodiu tão espetacularmente em menos de quarenta e oito horas.

Vivienne sente seus batimentos cardíacos retornarem gradualmente ao normal, sua respiração finalmente encontrando um ritmo regular. Permanece deitada no chão frio, tentando entender se acabou de ter um ataque de pânico ou ansiedade, uma experiência nova e assustadora em sua vida até então controlada. Quando finalmente consegue dominar seu corpo, ergue-se devagar, usando a mesa como apoio, observando a destruição que causou na cozinha. Uma bagunça que representa todo seu caos interno, e que no momento não tem energia para arrumar.

Com passos inseguros, retorna à sala buscando refúgio no sofá. Acomoda-se entre as almofadas, enquanto tenta processar todo esse descontrole que a domina ultimamente. Mas como manter a calma, quando está cercada por homens que parecem competir entre si para ver quem consegue intimidá-la mais?

Do outro lado da cidade, completamente alheio ao que Vivienne enfrenta, Dominic vira-se inquieto em sua cama, sentindo o peso dos excessos do dia anterior em cada músculo. Os efeitos do álcool e do estresse ainda presentes em seu corpo. Na escuridão do quarto, tenta sentar-se, apenas para sentir uma tontura forte que faz sua cabeça doer intensamente. Mesmo após horas de sono, continua exausto, uma sensação que aumenta sua irritação.

— Droga! — Dominic resmunga, com frustração, deixando-se cair novamente contra os travesseiros, ainda lutando contra o sono que insiste em dominá-lo.

Antes que consiga voltar a dormir, seu celular toca. Com movimentos lentos, tateia a cômoda ao lado da cama e, ao pegar o aparelho, observa a palavra “velho” piscando na tela como uma provocação. Franze a testa e rejeita a ligação com satisfação, sem a menor disposição para aguentar seu avô antes do café. O celular toca novamente e mais uma vez ele rejeita, quase saboreando cada toque ignorado. Na terceira tentativa, decide atender, conhecendo bem demais a natureza invasiva de Grant, após tantas ligações ignoradas, ele certamente invadirá seu apartamento sem convite.

36 – Uma combinação perigosa 1

36 – Uma combinação perigosa 2

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