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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 92

Instintivamente, Vivienne apoia as mãos no peito dele, sentindo o coração marcando um ritmo tão acelerado quanto o seu. Seus olhos ficam presos no olhar intenso dele, que a mantém imóvel como uma presa diante do predador.

— Te fiz uma pergunta, diabinha. — Dominic murmura, a voz rouca e baixa, carregada de uma intensidade quase hipnótica, como se cada palavra fosse um convite e uma ameaça ao mesmo tempo.

Seus dedos deslizam pelo rosto de Vivienne, traçando um caminho lento e deliberado, a ponta dos dedos provocando arrepios à medida que alcançam seu queixo. Com uma delicadeza que contrasta com sua presença dominante, ele o ergue, forçando seus olhos a encontrarem os dele.

Por um instante, o mundo parece suspenso, como se o ar ao redor tivesse sido tomado pela tensão elétrica entre os dois. Mas Dominic não dá tempo para respostas, para palavras ou protestos. Sem aviso, ele se inclina e seus lábios encontram os dela em um beijo urgente e intenso, cheio de desejo reprimido.

O toque é firme, mas voraz, como se ele estivesse reivindicando algo que acreditava ser dele. As mãos dele deslizam para segurá-la com firmeza, enquanto Vivienne, dividida entre a surpresa e a força da atração, sente suas próprias barreiras começarem a desmoronar.

— Pare com isso! — Vivienne ordena, a voz firme, mas não isenta de nervosismo, enquanto as palavras de Claire ecoam em sua mente, envenenando o momento. Com um movimento ágil, ela escorrega por baixo dos braços dele e recupera o pacote caído no chão. — Teu tio saiu há poucas horas daqui. — Afirma, mantendo uma distância calculada, ciente do peso do olhar dele que segue cada um de seus movimentos. — Antes, ele não me deixou entrar no quarto e, bem, não posso simplesmente ir embora assim. — Justifica, a tentativa de soar indiferente, contrastando com o desejo ardente de ficar. — Decidi fazer um lanche antes de ir. Você quer? — Acrescenta, a pergunta soando como uma tentativa desesperada de mudar o rumo da conversa.

— Não. — Responde, sua voz seca, quase cortante. Ele começa a andar pela sala com uma desenvoltura surpreendente, especialmente para quem, horas antes, mal conseguia se manter de pé. — O que é isso? — Questiona, de repente, enquanto aponta para o aplique loiro abandonado no chão.

“Como ele pode estar acordado e aparentando estar tão bem?” — Reflete, o pensamento consome sua mente, mas ela tenta manter o controle. — Bem, um pouco de cabelo. — Responde, sua voz carregada de irritação, enquanto seus olhos percorrem a figura dele. — Sua namorada esteve aqui. A Clarice. — Afirma, deixando escapar um erro proposital no nome, um golpe que arranca dele uma risada breve, rapidamente substituída por uma expressão que ela não consegue decifrar.

— Termine seu lanche, vista-se e vá embora! — Ordena, a postura despretensiosa, mas com uma firmeza que deixa claro que não está aberto à discussão.

— Farei isso! — Responde, engolindo a dor que aquelas palavras lhe causam. Sua voz tenta soar firme, mas a mágoa transparece. — E você, volte para a cama. Do contrário, ligarei para o seu tio. — Ameaça, embora o tom saia mais como uma súplica preocupada do que como uma ordem. — Idiota! — Resmunga, enquanto se afasta, tentando recuperar o controle. — É isso que você ganha por se importar. — Reclama, baixinho, entrando na sala de estar. Ela para em frente à mesa, os olhos conferindo os remédios que haviam acabado de chegar, forçando-se a se concentrar no que realmente importa.

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