Vivienne observa Dominic, os olhos refletindo uma admiração serena, enquanto seus dedos deslizam suavemente pelo rosto dele, mapeando cada traço com ternura. Era um toque silencioso, mas carregado de significado, um gesto que transmitia amor, gratidão e a certeza inabalável de que, independentemente de qualquer coisa, ele sempre seria o seu porto seguro. E da mesma forma, ela seria o dele.
— Você está melhor? — Vivienne pergunta, a preocupação transparecendo em sua voz, enquanto o analisa atentamente, como se quisesse garantir que, de fato, tudo estava bem com ele.
Na noite anterior, Dominic estava exausto, cada movimento era um esforço devido à dor intensa causada pela doença. Esses episódios, embora menos frequentes do que no início do relacionamento, ainda a deixam profundamente preocupada.
Vivienne o observa com olhos atentos e cheios de carinho, como se quisesse detectar qualquer sinal de desconforto, temendo o que não poderia ver. No fundo, ela agradece silenciosamente pelo fato de esses momentos serem raros, mas a verdade é que nada a fere mais do que vê-lo sofrer. Ele é sua vida, e vê-lo em dor é uma dor que só ela pode compreender.
— Estou melhor, pequena. — Dominic responde, suavemente, beijando a testa dela com carinho. — A semana foi realmente estressante, mas agora, vamos aproveitar o final de semana, sem pressa.
— Então, meu trabalho é garantir que você não se estresse. — Rebate, com os olhos iluminados pelo carinho, enquanto observa o sorriso dele se formar. — Eu não suporto te ver sofrendo, meu amor.
— Ter você ao meu lado já é o suficiente para me acalmar. — Declara, deslizando os dedos suavemente pelos lábios dela. — São apenas sintomas da doença, eventualmente sentirei dores por diversos motivos, mas estou bem, ok? Não precisa se preocupar. — Continua, sua voz é calma, mas cheia de empatia, transmitindo uma paz reconfortante, como se quisesse aliviar todas as suas preocupações.
Vivienne se inclina lentamente, unindo seus lábios aos dele, como se precisasse sentir o toque, o calor dele, para se convencer de que tudo está bem. Ela conhece todos os aspectos da doença dele, sabe o que esperar, mas a cada episódio de dor que ele enfrenta, ela sofre junto.
A angústia a consome e leva tempo para se recuperar da preocupação que a assola. Mesmo sabendo que a doença não o levaria à morte, o medo a acompanha, silencioso, em cada momento em que ele se encontra nesse estado. Ela tenta se convencer de que tudo ficará bem, mas o temor nunca a deixa completamente.
Dominic leva horas para convencê-la de que está tudo bem com ele, e é só depois do almoço, com muitas palavras carinhosas e gestos reconfortantes, que Vivienne finalmente se acalma. Ela respira fundo, aliviada, e então eles saem para passear com os filhos.
No carro, a animação é contagiante, os trigêmeos cantam suas músicas favoritas, as vozes deles se misturam em uma doce harmonia, e os risos preenchem o ambiente enquanto as ruas de Reims desfilam pelas janelas do carro. A cidade, com seus edifícios encantadores e suas ruas charmosas, parece sorrir para eles.
Vivienne olha para Dominic com um sorriso suave, sentindo o calor da sua presença e a paz que a família traz. Eles decidiram levar os filhos até os Jardins de la Patte d’Oie, um lugar perfeito para um dia em família. O parque, com suas árvores imponentes, flores coloridas e um lago sereno, é o cenário ideal para um momento de alegria. As crianças, excitadas, começam a planejar suas brincadeiras assim que o carro se aproxima do destino.

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