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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 32

Vivienne, finalmente recuperando algum controle sobre seu corpo trêmulo, arrasta-se até o sofá e desmorona nele. Na solidão de seu apartamento, permite que todas as emoções reprimidas finalmente transbordem, seus medos, sua raiva, suas inseguranças fluindo livremente por meio de lágrimas incessantes. Seu pranto ecoa pelo vazio do ambiente, enquanto ela se encolhe, assumindo uma posição quase fetal. Sua mão move-se instintivamente para a barriga num gesto protetor, como se pudesse criar uma barreira física entre seus bebês e o mundo hostil que os aguarda.

— Por que isso está acontecendo? — Sussurra, entre soluços, consciente de que em apenas vinte e quatro horas sua vida transformou-se num turbilhão incontrolável de emoções. — Como encontrarei uma solução para tudo isso? — Questiona-se, seu olhar vagando pelo ambiente até encontrar as malas ainda intocadas próximas à porta. A ideia de fuga novamente se apresenta tentadora. Seus olhos então captam a faca caída e seu coração dispara com as lembranças recentes, a certeza crescente de que, se necessário, não hesitaria em tirar uma vida para proteger as que carrega.

Os tremores que dominam seu corpo começam a ceder gradualmente, como se o abraço macio do sofá oferecesse o conforto que tanto necessita neste momento caótico. Como uma única noite poderia reescrever tão drasticamente o roteiro de sua vida? Um sorriso amargo escapa de seus lábios ao contemplar a ironia do destino, no momento exato em que decidiu recomeçar após descobrir sua posição de mera amante na vida de Noah, o passado ressurgiu com força total, presenteando-a com, no mínimo, duas razões permanentes para nunca o esquecer.

Imersa em seus pensamentos turbulentos, Vivienne sucumbe ao sono, apenas para ser atormentada por pesadelos. O som insistente da campainha a arranca de seu descanso inquieto, e ao abrir os olhos, percebe que a manhã já se instalou, a claridade invadindo sua sala através da janela.

— Um momento! — Dispara, ao segundo toque da campainha. Forçando seu corpo dolorido a levantar-se, abre a porta e praticamente se j**a nos braços da amiga, como faz desde os tempos de faculdade quando algo a perturbava. — Que alívio ter você aqui. — Murmura, permitindo-se relaxar ao sentir os dedos carinhosos de Joana em seus cabelos, aquele gesto tão familiar que sempre a acalmava. — Deixa eu adivinhar, você trouxe todo tipo de besteira que vai direto para minha bunda? — Pergunta, com um sorriso fraco, reconhecendo as sacolas que a amiga carrega.

— Chocolate cura tudo, inclusive encontros desagradáveis com bisavôs alucinados. — Joana responde, com um humor característico que sempre conseguia arrancar sorrisos até nos piores momentos. — E considerando que agora você come por três, triplicamos a quantidade. — Acrescenta, erguendo as sacolas como um troféu. — Você está bem? — Pergunta, com preocupação amorosa que só uma amiga-irmã consegue demonstrar, suas mãos enquadrando o rosto de Vivienne com delicadeza, enquanto procura sinais do estrago emocional da noite anterior. Como sempre acontece desde que se conheceram, Vivienne se entrega a mais um abraço, aquele tipo de abraço que só as duas entendem, desta vez acompanhado de lágrimas que ela nem tenta esconder.

— Não, amiga, eu não estou bem. — Confessa, entre soluços, as memórias da noite anterior ainda vivas. — Está tudo desmoronando, eu estou perdendo o controle. — Admite, afastando-se apenas o suficiente para ver Joana fechar a porta.

— O que aconteceu, minha pequena? — Questiona, seus dedos secando carinhosamente as lágrimas que escorrem pela face da amiga. — O que aquele homem fez com você? — Pergunta, guiando a amiga até o sofá, como fez tantas outras vezes em suas crises. Abandona as sacolas na mesa de centro e se acomoda, puxando a cabeça de Vivienne para seu colo num gesto natural, seus dedos encontrando o caminho entre os cachos da amiga. — Sabe que ainda tenho aquele primo policial que pode fazer alguém “se perder” por aí. — Provoca, com um humor bobo que sempre funcionou, para arrancar um sorriso de Vivienne.

— Aquele velho. — Começa, a indignação fervendo e apagando qualquer resquício das boas maneiras que sua mãe lhe ensinou. — Teve a ousadia de me fazer uma proposta. Segundo ele, uma cortesia, quase um favor. Me ofereceu dinheiro para eu fazer um aborto. — Dispara, sentando-se abruptamente para encarar o choque no rosto da amiga.

32 – Perdendo o controle 1

32 – Perdendo o controle 2

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