Claire lança um olhar afiado e cheio de desprezo para Vivienne, seus olhos percorrendo-a de cima a baixo como se ela fosse algo descartável, insignificante. Sem hesitar, avança para dentro do apartamento, batendo o ombro com força contra o de Vivienne, o gesto impregnado de arrogância. Sua presença irradia a certeza de que ninguém, especialmente uma mulher que ela considera irrelevante, conseguiria barrá-la. Afinal, ela esperou tempo demais para que Louis saísse.
— O que pensa que está fazendo? — Vivienne explode, a voz carregada de uma fúria contida, seus dedos se fechando como garras no braço de Claire, suas unhas deixando marcas na pele alva.
— Não ouse encostar essas suas mãos imundas em mim, sua empregadinha de quinta. — Claire adverte, o tom carregado de desprezo, enquanto se vira com rapidez. Antes que Vivienne possa reagir, ela levanta a mão e desfere um tapa seco em seu rosto, o impacto virando sua cabeça para o lado. Seus olhos brilham com uma satisfação cruel ao ver a marca começar a se formar na pele de Vivienne. — Quero ver o meu namorado. — Declara, a voz firme, quase gelada. Um sorriso de triunfo se espalha lentamente por seus lábios.
— Você não vai a lugar nenhum! — Dispara, a voz carregada de uma determinação feroz, seus olhos brilhando com uma intensidade que a própria Claire não esperava enfrentar.
— Você não passa de um pequeno inconveniente no meu caminho. — Provoca, as palavras saindo afiadas, como se cada uma fosse cuidadosamente escolhida para machucar. — Uma diversão temporária que ele logo irá descartar. — Conclui, enquanto se vira novamente, o queixo erguido e o semblante altivo, caminhando em direção ao quarto como se a vitória já fosse dela, cada passo carregado de uma arrogância que parece gritar sua suposta superioridade.
Vivienne permanece imóvel por um instante, os olhos fixos nas costas de Claire, cada palavra dela ressoando como uma provocação impossível de ignorar. Mas algo dentro dela se rompe, uma fúria intensa e irreprimível, crescendo a cada segundo. As palavras “meu namorado” martelam em sua mente, alimentando a indignação. Antes que possa pensar, seu corpo se move, guiado pela adrenalina que pulsa em suas veias.
Com passos rápidos e firmes, Vivienne alcança Claire, suas mãos agarrando com força os cabelos bem arrumados da mulher. O puxão é firme, fazendo a cabeça de Claire ser jogada para trás enquanto um grito agudo escapa de seus lábios, cortando o silêncio do apartamento.
Claire luta para avançar, mas cada movimento só intensifica a dor. Outro grito escapa de seus lábios quando Vivienne puxa com força suficiente para arrancar o aplique loiro. O acessório fica entre os dedos dela, enquanto Claire, desajeitada, se desequilibra e cai de joelhos, as palmas das mãos batendo no chão com força.

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