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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 89

Vivienne permanece estática diante da porta, cada palavra de Louis reverberando em sua mente como revelações que transformam sua compreensão de Dominic. Todos os gestos meticulosamente calculados, cada palavra precisamente escolhida, todas as reações intensamente controladas ou explosivas, agora fazem um sentido que quase a deixa sem ar.

No banheiro, Louis observa o sobrinho de olhos fechados, sua expressão finalmente relaxada sob o efeito das medicações. Em silêncio, começa a limpar metodicamente o ambiente.

— Tio, deixe isso para depois. — Dominic murmura, sua voz carregada de sono e vulnerabilidade. — Posso resolver mais tarde.

— Não, você irá fazer exatamente o que deveria ter feito desde o início, descansar! — Louis rebate, com firmeza paternal. — Vou prescrever uma nova medicação, mas você sabe perfeitamente que não é apenas isso. — Continua, sua voz carregando anos de preocupação. — Precisa de repouso absoluto. Dez dias, sem discussão.

— Impossível. — Protesta, recebendo um olhar que o transporta instantaneamente para sua infância.

— O que exatamente você está tentando provar, Dominic? — Questiona, aproximando-se com intensidade calculada. — Não é você que insiste em proteger sua família? Como planeja fazer isso se mal consegue se manter consciente? — Continua, sua voz eleva-se com frustração nascida da preocupação. — Se persistir nessa autodestruição, será você quem precisará de proteção e cuidados constantes.

— Vivienne já se foi? — Desvia, erguendo-se com movimentos que denunciam sua exaustão, o sono começando a vencê-lo.

— Sim, a informei sobre seu estado clínico. — Responde, com a voz calma, mas firme. Ele observa a expressão do sobrinho endurecer, os olhos se estreitando em um claro sinal de desconforto. — Sou médico antes de tudo. Respeito o sigilo profissional. — Afirma, seu tom assumindo uma seriedade que não admite questionamentos. Mesmo assim, ele percebe a irritação contida no sobrinho, o desconforto óbvio pela mera sugestão de que algo sobre sua saúde tenha sido exposto além do necessário.

Em um silêncio pesado, Dominic caminha lentamente, cada passo parecendo exigir um esforço consciente. Ele alcança a pia e se apoia na superfície fria, os dedos apertando a borda como se buscassem estabilidade. Pelo reflexo no espelho, observa o tio finalizar a limpeza, os movimentos metódicos e precisos, contrastando com a fragilidade que ele sente dominar seu próprio corpo.

— Obrigado, tio. — Murmura, a gratidão evidente em sua voz cansada. Ele leva a escova à boca, os movimentos lentos e quase automáticos.

— Preciso que você me prometa algo. — Começa, sua voz firme, mas com uma suavidade que só quem se importa pode oferecer. — Pela primeira vez na vida, Dominic, siga minhas orientações. Dez dias, no mínimo sete, de repouso absoluto. — Orienta, sua voz firme, mas carregada de preocupação. — E vou insistir nisso até você cumprir. Nada de atalhos, nada de desculpas. O que você fez com seu corpo já passou dos limites. — Continua, os olhos fixos no sobrinho pelo reflexo do espelho. — Hoje e amanhã, levante-se apenas quando for estritamente necessário. — Instrui, cada palavra cuidadosamente escolhida.

Dominic responde apenas com um aceno quase imperceptível, mas é suficiente para Louis, que, mesmo assim, mantém vigilância constante sobre o sobrinho. Observa em silêncio protetor, enquanto Dominic termina sua higiene e então oferece apoio físico para guiá-lo até a cama. Com o cuidado de sempre, ajuda-o a vestir-se e acomodar-se, observando os olhos dele finalmente cederem à exaustão e aos medicamentos. Num gesto de demonstração de afeto, beija sua testa antes de se levantar para recolher os produtos do banheiro.

Ao abrir a porta do quarto, encontra Vivienne ainda montando guarda, mãos nos bolsos do roupão e preocupação gravada em cada linha de seu rosto. Instintivamente, ela tenta captar um vislumbre dele por sobre o ombro de Louis.

— Ele finalmente está descansando. — Louis afirma, fechando a porta silenciosamente. — Os medicamentos prescritos anteriormente já foram providenciados? — Pergunta, enquanto se dirige à área de serviço.

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