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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 71

Dominic dirige pelas ruas da cidade com uma calma controlada, embora seu ímpeto seja ignorar toda a civilidade e cruzar a cidade como uma tempestade. O trânsito, entretanto, parece deliberadamente desafiar sua urgência.

— Que demonstração patética para testar minha paciência. — Dominic murmura, com sarcasmo, golpeando o volante ao parar em um engarrafamento. — Droga! — Resmunga, seus dedos deslizando pela multimídia, enquanto busca rotas alternativas. — Uma obra-prima do planejamento viário. — Reclama, ao constatar que precisará desperdiçar trinta preciosos minutos para alcançar um desvio ridiculamente próximo. O toque do celular interrompe sua contemplação do caos urbano. — A que devo o desprazer? — Pergunta, com frieza calculada ao atender.

— Negociar. — Noah articula, precariamente, através da mandíbula imobilizada. — Uma visita fraternal seria apropriada?

— Negociar? — Repete, sua voz carregada de uma raiva contida que vibra em cada sílaba. — Permita-me declinar dessa proposta absurda, caro irmão. — Continua, o desprezo evidente em seu tom. Um calafrio febril percorre seu corpo, obrigando-o a ativar o aquecimento do carro, enquanto a irritação lateja em suas têmporas. — Além disso, sua atual condição vocal tornaria nossa conversa terrivelmente monótona.

— Precisamos falar sobre a Vivienne. — Dispara, com a certeza de quem já traçou um caminho. — Não irei abdicar dela, Dominic. Não importa que ela esteja grávida, ela me pertence.

— Noah, ela não é um objeto! — Explode, sua voz carregada de uma fúria que reverbera em cada sílaba. As palavras saem pesadas e furiosas, um aviso final, mais ameaçador do que qualquer gesto físico. — Você não tem direito sobre ela! Não importa o que pense ou diga, ela não é sua. E se você me tirar do sério, posso acabar te matando nessas condições. — Conclui, o tom ameaçador encobrindo um cansaço que ele prefere ignorar, encerrando a ligação com um toque impaciente. — Idiota. — Murmura para si, apertando o volante com força, consciente de que a conversa não passaria de mais uma briga vazia com o irmão, um ciclo irritante que parecia não ter fim.

Seus dedos tamborilam impacientes no volante, o ritmo irregular denunciando a tempestade que se forma dentro dele. Seu olhar recai sobre a caixa no banco ao lado, um símbolo cruel da perversidade calculada de Grant. A raiva o invade ao considerar a covardia hedionda de ameaçar uma mulher grávida e crianças inocentes, ainda por nascer.

Embora sempre soube da natureza impiedosa do avô, nunca imaginou que ele desceria a tais profundezas. Aquela caixa, com seu conteúdo macabro, era um manifesto silencioso de uma face que ele jamais pensou enfrentar, uma face que transformava cada lembrança de conflitos passados em meras preliminares para o horror que agora o assombrava.

— Te mato antes que você possa machucar minha família. — Vocifera, a voz grave e carregada de fúria, a ameaça proferida com uma convicção tão profunda que quase se torna palpável no ar.

Um sorriso amargo curva seus lábios perfeitamente desenhados, enquanto observa a fila interminável de carros à sua frente. A ironia da situação não o impede de encarar a possibilidade de arremessar o seu avô do último andar da Muller Capital Partners para proteger uma família que ele não planejou, mas que, inexplicavelmente, começa a preencher os vazios que anos de perdas cavaram em seu coração cuidadosamente protegido. O toque do celular interrompe suas reflexões calculadas.

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