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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 70

Vivienne solta a mala abruptamente e se lança para frente, seus braços envolvendo a cintura dele num gesto desesperado por proteção. Lágrimas de terror, medo e alívio começam a escorrer por seu rosto, enquanto se agarra a ele como sua última âncora de segurança. Dominic, surpreendido pela atitude inesperada, automaticamente desliza uma mão protetora pelas costas dela, enquanto a outra acaricia seus cabelos ainda úmidos, sentindo o tremor sutil que percorre o corpo dela contra o seu. Ao ouvir seu pranto angustiado, afasta-se ligeiramente, suas mãos enquadrando o rosto dela com delicadeza, enquanto seus polegares secam as lágrimas incessantes, observando sua respiração irregular com crescente preocupação.

— Respire comigo. — Dominic instrui, com suavidade em sua voz, notando sua respiração errática. Com um movimento preciso do pé, fecha a porta e a guia gentilmente até o sofá, acomodando-a. — Estou aqui com você. — Continua, sua voz transmitindo uma calma que mascara sua crescente preocupação. — O que aconteceu, pequena?

— Ele me… — Vivienne tenta articular, mas sua voz quebra em meio ao pranto e novamente busca refúgio nos braços dele, repousando a cabeça em seu ombro, enquanto sente a mão dele traçar círculos reconfortantes em suas costas. O calor que emana do corpo dele a faz despertar momentaneamente de seu terror. — Você continua febril. — Murmura, afastando-se para tocar sua testa com preocupação. — Você est… — Sua voz falha quando o dedo indicador dele pousa delicadamente em seus lábios.

— Agora, minha única preocupação é você. — Declara, mais uma vez secando as lágrimas dela com uma delicadeza desconcertante, escondida sob a frieza habitual que costumava blindá-lo do mundo. Seus olhos fixam-se nos lábios trêmulos dela antes de levantar-se em silêncio.

— Dominic, espere, por favor… — Vivienne implora, mas sua voz perece ao vê-lo atravessar a porta. Deixa a cabeça cair para trás, cobrindo o rosto com as mãos, enquanto as lágrimas continuam seu curso.

Dominic para abruptamente no corredor, seus olhos captando o rastro viscoso de vômito no chão. Ao entrar na cozinha, todo seu corpo congela quando seu olhar encontra a língua mutilada sobre a toalha, um aviso sangrento que faz seu sangue gelar nas veias. Com passos hesitantes, aproxima-se da caixa, mas assim que seus olhos captam a cena grotesca em seu interior, vira-se bruscamente, suas mãos agarrando os próprios cabelos com força, enquanto sua respiração se torna irregular e pesada. A fúria começa a borbulhar em suas veias como lava, uma raiva primitiva que promete destruição a quem quer que tenha ousado aterrorizar a mulher que carrega seus filhos.

— Mas que filho da puta! — Dominic vocifera, suas mãos tremendo com uma fúria que ameaça consumi-lo por inteiro. Com um suspiro que mais parece um rugido contido, força-se a encarar novamente a mesa. A raiva pulsa em suas veias, enquanto examina o bilhete, cada palavra alimentando um ódio primitivo que ele mal consegue controlar. Seus dedos perfuram praticamente o celular, enquanto digita uma mensagem e realiza uma ligação. — Finn, o que conseguiu sobre as câmeras do endereço solicitado? — Pergunta, assim que a chamada é atendida.

— Apenas uma câmera na esquina, prédio sem monitoramento. — Finn responde rapidamente, reconhecendo a irritação latente na voz do amigo. — Dominic, me diz o que procuramos exatamente? — Indaga, numa tentativa clara de direcionar melhor os analistas.

— Porra nenhuma, você consegue! — Explode, encerrando a ligação bruscamente. Seu olhar retorna involuntariamente à caixa macabra sobre a mesa, a ameaça explícita revirando suas entranhas, enquanto imagina o terror absoluto que ela deve ter sentido. A ideia dela, sozinha, deparando-se com aquela atrocidade, faz seu sangue ferver. Retorna à sala com passos pesados, a tensão evidente em cada movimento, mas ao vê-la tão frágil e assustada, algo dentro dele se dissolve instantaneamente. Ajoelha-se diante dela, os olhos carregando ainda a tempestade de emoções, mas suas mãos tocam as dela com uma delicadeza quase reverente. — Chega de segredos entre nós. — Murmura, a voz baixa, porém intensa, tentando alcançar sua confiança. Seus dedos apertam os dela num gesto que mistura conforto e determinação. — Foi ele, não foi? Grant Muller? — Questiona, sua mandíbula travando ao evitar o título de avô, como se o pronunciar fosse validar o peso das acusações.

— Sim. — Responde, num sussurro quase inaudível. Num movimento instantâneo, ele a puxa para seus braços, envolvendo-a num abraço protetor como se pudesse criar uma barreira entre ela e o mundo.

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