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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 69

Vivienne sente seu estômago revirar violentamente, enquanto seus olhos permanecem fixos na cena de horror meticulosamente arquitetada diante dela. Distribuído pelo interior da caixa, o que deveria ser algodão branco está perversamente manchado em diferentes tons de vermelho, não respingos aleatórios, mas padrões que evocam pesadelos profundos. Por cima desta cama macabra, dois hamsters unidos grotescamente por seus próprios intestinos expostos, transformados num cordão umbilical, jazem em um saco plástico transparente cheio de um líquido amarelado e viscoso que imita o líquido amniótico, flutuando macabramente como uma representação distorcida de fetos gêmeos no útero materno. A metáfora mórbida é tão clara e perturbadora que faz seu sangue gelar nas veias.

Com pernas tremendo incontrolavelmente, ela se aproxima, sentindo a náusea subir quando a primeira onda do odor pútrido invade suas narinas. Um cheiro metálico de decomposição que parece se infiltrar por cada poro de sua pele, impregnando-se em suas roupas, em seu cabelo, em sua própria consciência. Seus olhos, embaçados pelo horror, captam um envelope colado à lateral da caixa, como se o pesadelo anterior fosse apenas o prelúdio de algo ainda mais terrível.

Com dedos trêmulos que mal conseguem manter o controle, ela abre o envelope. Um grito agudo de terror absoluto escapa de seus lábios quando uma língua ainda úmida e preservada cai sobre a mesa. Um bilhete perfura a carne rosada e rugosa, a tinta vermelha escorrendo pelas bordas do papel como se tivesse sido escrita com o próprio sangue ainda fresco do órgão mutilado.

“Mantenha a língua na boca, se falar demais, seus bastardos nunca nascerão.”

Um arrepio gélido de pavor percorre por sua espinha. Ela cobre os lábios numa tentativa desesperada de conter o vômito que queima sua garganta como ácido, mas é inútil. Correndo em direção ao banheiro, deixa um rastro viscoso de conteúdo estomacal pelo caminho. Ajoelha-se violentamente diante do vaso, seu corpo expelindo não apenas o café da manhã, mas todo o terror que aquela ameaça bizarramente elaborada provoca em suas entranhas. Lágrimas escorrem incontrolavelmente por seu rosto, enquanto as imagens macabras, os hamsters simulando seus bebês num útero artificial de horror, a língua arrancada como um aviso sangrento, se recusam a abandonar os cantos mais escuros de sua mente. Sua garganta queima como se tivesse engolido cacos de vidro, mas seu estômago continua a se revoltar mesmo quando não há mais nada além de bile amarga para expelir.

Deslizando o dorso das mãos pelos lábios, Vivienne finalmente sente seu corpo ceder ao peso do terror, desabando no chão gélido do banheiro. Os tremores continuam a percorrer seu corpo em ondas violentas, enquanto soluços desesperados escapam de seu peito como gritos abafados.

— Velho maldito! — Grita, com raiva, suas palmas golpeando o piso com força suficiente para deixar marcas vermelhas na pele delicada. O reconhecimento da crueldade sádica por trás daquela ameaça elaborada apenas intensifica seu desespero. — Com… — Sua voz é cortada por outra onda violenta de náusea que parece rasgar suas entranhas. Senta-se rapidamente, ignorando a vertigem que faz o mundo girar em espirais nauseantes de horror, enquanto se projeta novamente sobre o vaso. O odor de decomposição parece ter se entranhado permanentemente em suas narinas, uma lembrança do aviso sangrento, o líquido ácido queima sua garganta já dilacerada, e o gosto ferroso em sua boca traz de volta a imagem perturbadora do órgão mutilado sobre sua mesa.

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