Dominic ajusta rapidamente o roupão, seu corpo se movendo por instinto para criar uma barreira protetora entre Vivienne e seu avô. A presença não solicitada de Grant, após ignorar sistematicamente suas ligações, só aumenta sua irritação.
— A que devo a honra desta visita matinal, senhor Muller? — Questiona, embora o sarcasmo seja evidente, seu tom formalmente hostil deixa clara sua contrariedade com a visita.
— Quem é essa adorável jovem? — Grant pergunta, com uma falsa cordialidade que faz Dominic quase revirar os olhos. — Seja educado, filho, me apresente. — Insiste, com uma doçura estudada que faz o estômago de Vivienne revirar.
Dominic arqueia uma sobrancelha, como se algo o incomodasse, embora não consiga identificar o que exatamente. Ele dá um passo calculado para o lado, abrindo espaço e fazendo Vivienne parecer ainda menor diante dele.
— Perdoe minha falta de modos. — Dominic começa, com um sorriso forçado que mal esconde sua irritação. — Permita-me apresentar a mais recente adição à nossa disfuncional árvore genealógica. — Declara, sua voz transbordando ironia, como se fosse natural. — Essa é Vivienne Bettendorf, a futura mãe dos seus bisnetos. — Acrescenta, olhando para Vivienne, notando a tensão crescente em sua postura. — Vivienne, esse é meu adorável avô, Grant Muller. — Apresenta, a provocação nas palavras parece quase um insulto. — Especialista em visitas surpresas e manipulações familiares. — Finaliza, arrancando uma risada seca de Grant, que claramente está controlando a raiva que se mistura à sua máscara de gentileza.
— Sempre brincalhão! — Grant responde, tentando manter a compostura diante das provocações, enquanto lida com os insultos mascarados no sarcasmo irritante de Dominic.
— Se… — Vivienne tenta falar, mas é interrompida bruscamente.
— Senhorita Bettendorf, é um prazer finalmente conhecê-la. — Grant cumprimenta, sua voz suave, mas com uma intensidade que a faz se sentir pequena diante dele. De repente, ele a puxa para um abraço, seus braços fortes envolvendo-a com força, mas o gesto parece mais uma armadilha do que uma saudação. — Se você ousar abrir a boca, será a última vez. — Sussurra, em seu ouvido, sua voz carregada de uma ameaça tão fria que provoca um arrepio imediato em sua espinha. — Uma mulher tímida, pelo visto. — Observa, afastando-se com um sorriso dissimulado, que exala anos de manipulação bem ensaiada. O olhar que lança a ela é calculado, como se estivesse analisando cada fraqueza que pudesse explorar.
— Você está bem? — Dominic pergunta, seus olhos estudando cada mudança na expressão dela. A Vivienne provocadora de minutos atrás foi completamente substituída por alguém que parece prestes a fugir.

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